Alunos atletas usam o esporte para chegar à faculdade

Aproveitando oportunidade de defender times escolares, jovens brasileiros podem realizar o sonho de cursar uma faculdade americana

 

Praticar esporte além de ser bom para a saúde também pode lhe render uma faculdade grátis nos Estados Unidos. O benefício não é para todos, mas quem consegue como o brasileiro Marconi Machado, de 32 anoPraticar esporte além de ser bom para a saúde também pode lhe render uma faculdade grátis nos Estados Unidoss, garante que vale a pena principalmente quando termina os quatro anos de faculdade sem nenhuma dívida com as instituições, que em alguns casos pode ultrapassar o valor de um imóvel. Ele usou a sua própria experiência para criar uma empresa, a Golden Goal Sports, que oferece assessoria a jovens atletas brasileiros em busca do sonho americano.

“Vi muito atleta ser abandonado pelas empresas de assessoria que prometiam demais e não podiam cumprir”, lembra o ex-jogador de futebol que agora além de comandar a Golden Sports também é treinador da divisão sub-16 do Flórida Rush Soccer Club em Orlando. Em 2013, ele se juntou ao também ex-jogador brasileiro de futsal Gustavo Brasil para direcionar o foco da empresa para o jovem atleta que ainda está cursando a High School (o ensino médio no Brasil).

Ele lembra que é nesse momento que o atleta precisa de assessoria adequada, não só para mostrar todo o potencial, mas também para continuar nos estudos. “Nem todos vão ser grandes atletas, mas eles podem contribuir para os times escolares e em troca conseguir um grande apoio para terminar os estudos”, resume o treinador.

A Golden Goal Sports não oferece bolsas de estudos para os atletas, garante Marconi, mas oferece a oportunidade para que os mesmo mostrem seu valor esportivo para as faculdades americanas e a partir daí depende do próprio jogador. Mesmo que o carro chefe da empresa e das faculdades seja o futebol, há interesse nos jogadores de vôlei, basquete, tênis, golfe e nadadores. “Os Estados Unidos investe muito no esporte”, lembra o treinador.

Caminho

A assessoria para esses jovens que já demonstram potencial esportivo funciona da seguinte maneira: o atleta/estudante contrata a assessoria esportiva (a Golden oferece vários pacotes) que o leva para um treino, tipo peneirada, de dez dias em Orlando. Os que se sobressaem são indicados para clubes onde, se contratados, podem defender a bandeira do time. Os olheiros profissionais estão sempre à busca de novos atletas e dispostos a oferecer até 100% de bolsa de estudos em faculdades americanas para ter um bom esportista defendendo o nome da instituição em competições nacionais. “Tudo depende da vontade do atleta, mas ter nota boa na escola é fundamental”, avisa Marconi.

Marconi explica que no início o atleta/estudante precisa custear as próprias despesas. Se estiver no Brasil, por exemplo, ele é responsável pelo transporte, visto e alojamento. A assessoria pode oferecer ajuda na obtenção do visto e pacotes com mais vantagens. Ele conta que a maioria dos atletas brasileiros vem para os EUA em época de férias.

O treinador conta que a sua experiência foi fantástica. Quando foi escolhido para jogar pelo time da Eckerd College, em Pittsburgh (FL), ele ganhou bolsa de 100% e fez o curso de comércio exterior durante os quatro anos que defendeu o time da faculdade. “Eu aproveitei e fiz todos os cursos que podia, aquilo era uma oportunidade única. Quando terminei sabia que não iria ser um jogador profissional, mas já tinha a ideia de abrir meu próprio negócio”, lembra.

 

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Reportagem originalmente publica pelo jornal brasileiro AcheiUSA-  edição 496 (agosto de 2013)

Escolas públicas americanas abrem as portas para os estudantes internacionais

Cidades pequenas onde sobram vagas no ensino médio arranjaram um jeito de ocupar as cadeiras vazias e de quebra conseguir mais recursos para a escola

Newcomb, New York – Quando o desemprego levou as famílias da cidade para outros centros urbanos, a escola pública de ensino médio em Newcomb (NY) ficou em uma encruzilhada: fechar as portas ou juntar-se a outros distritos escolares.

Em 2007, no entanto, o distrito escolar percebeu que poderia dar uma reviravolta na situação. As cadeiras vazias da escola poderiam gerar renda para a cidade. A escola abriu as portas para os estudantes internacionais dispostos a pagar $10 mil por ano para poder estudar em uma escola americana.

Newcomb é apenas um exemplo do número crescente de escolas, públicas e privadas, nos Estados Unidos que decidiram abrir as portas para os estudantes internacionais. Pesquisa nacional mostra que o número de estudantes internacionais no ensino médio nos EUA cresceu de 6.500 em 2007 para 65 mil em 2012.

Lei federal Americana limita o tempo que um estudante internacional (aqueles que chegam nos EUA com o visto F-1) pode ficar em uma escola pública, apenas um ano. Não há restrições para escolas particulares. O diretor executivo da Associação Americana de Administradores de Escola, Daniel Domenech, acredita que outras escolas vão seguir o exemplo de Newcomb devido as questões financeiras. “É uma questão de recursos para a nossa comunidade”, disse.

Domenech é ex-superintendente do distrito escolar do condado de Fairfax (Virginia). As escolas da região têm atraído estudantes do mundo inteiro devido a qualidade do ensino nas áreas de ciência e matemática. “Estudantes internacionais que frequentam nossas escolas, retornam para seus países com boa impressão sobre os Estados Unidos e podem ser nossos futuros aliados”, acredita.

Matrículas estavam caindo

Na escola de Newcomb, um prédio de dois andares construído em 1948, o número de matriculas estava caindo drasticamente. Com capacidade para 400 estudantes, a direção viu o corpo discente cair para 57 estudantes em 2006, se não fosse a ação rápida da direção escolar, a formatura da turma poderia ter apenas dois alunos em 2008.

Sete anos depois a escola da cidade já recebeu mais de 80 estudantes do ensino médio, vindo de 28 países e tem mantido o número de estudantes acima dos 100, anualmente. Cada aluno paga $5 mil por um ano de aula, e outros $5.500 para casa e alimentação. Tudo isso para uma chance de experimentar a educação americana e ter mais probabilidade de serem aceitos em uma faculdade ou universidade dos EUA.

O preço da anuidade vai diretamente para os cofres públicos e o valor da acomodação e alimentação vai para o bolso da família americana local que abriga o estudante.

O turco, Ipek Yildiz, de 19 anos terminou o ensino médio em Newcomb. “ A ideia principal não era uma escola perfeita, mas um inglês perfeito”, disse ele que foi aceito em uma faculdade turca onde o ensino é totalmente em inglês. O intercâmbio nos EUA deu a ele uma grande vantagem perante seus conterrâneos em sua terra natal.

A diversidade no ambiente escolar também tem atraiu americanos para a escola de Newcomb. Eles chegam interessados em fazer amizades e ter contato com pessoas de outros países.

Os dois maiores obstáculos enfrentados pelo programa seriam a baixa demanda de host families (família local que abriga o estudante) e as regras para os vistos de estudante.

Fonte: USATODAY – (Photo: Andy Duback for USA TODAY)

veja vídeo sobre a reportagem

 

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Disney contrata intercambistas brasileiros todos os anos

Número de brasileiros é tão grande que a gigante do entretenimento contrata intercambistas para auxiliar quem fala português

Todo ano nas férias de julho ou nas de fim de ano é assim – o número de visitantes brasileiros aumenta tanto nos parques da Disney que a empresa contrata dezenas de intercambistas do Brasil com objetivo de oferecer atendimento em português.  Como todo ano tem novidades em um dos seis parques da Disney, na Downtown Disney, e ou nos resorts (30 ao todo nos EUA), é necessária muita mão-de-obra. Não é à toa que a Disney é um dos maiores empregadores do estado da Flórida.

Os brasileiros trabalham principalmente entre novembro e março, e depois por um curto período em julho. Sempre durante as férias escolares no Brasil, já que os pré-requisitos são: estar cursando faculdade, ter 18 anos e saber falar inglês.

Os interessados podem procurar agências de turismo no Brasil que fazem o pacote ou buscar informações diretamente no departamento de contratações de intercambistas da Disney. Para aqueles que querem ficar mais tempo, o mesmo departamento oferece outros dois tipos de intercâmbio, inclusive com contrato de um ano. Todos os programas são remunerados em dólar.

Depois de tudo feito o intercambista vai morar em uma vila para funcionários dentro do complexo Disney, na Flórida ou Califórnia. De acordo com intercambistas de outros países que trabalham atualmente no parque Epcot, a experiência vale a pena. “Eu falo com pessoas do mundo inteiro. Tem sido uma grande experiência”, disse uma intercambista francesa que trabalha em um dos restaurantes mais movimentados dentro do parque.

Logicamente que, devido ao grande número de turistas, trabalha-se muito. “São horas regulares como qualquer emprego. Eu trabalho oito horas por dia e tenho os fins de semana livre para diversão”, contou um intercambista da Holanda que estuda na área de turismo e, quando voltar, quer empregar o que aprendeu na indústria holandesa de entretenimento.

Além de trabalhar no centro de diversão mundial e conhecer de perto a mágica que envolve os parques da Disney, os funcionários são os primeiros a usarem as últimas novidades em atrações nos parques. Em maio deste ano, o parque Magic Kingdom inaugurou a montanha russa dos sete anões. O brinquedo leva os turistas naqueles carrinhos das minas onde trabalham os sete anões por uma viagem ao mundo da Branca de Neve.

Mas as novidades não param por aí, praticamente todos os anos os parques mudam algumas de suas atrações. No Epcot, por exemplo, a última novidade é dar aos turistas a oportunidade de desenhar o seu próprio carro e vê-lo em ação em uma corrida virtual.

Geralmente, os brasileiros são alocados no serviço de atendimento ao público em atrações bem concorridas como Soarin, TestTrack e Mission Space. Outros trabalham diretamente na recepção. “Em dezembro e janeiro, o parque coloca intercambistas vestidos de verde e amarelo na portaria para recepcionar os brasileiros. É muita gente!”, revelou um dos seguranças do parque.

Dicas aos turistas

Algumas atrações nos parques da Disney são muito concorridas por isso existem os FastPasses. Usando seu cartão de entrada no parque é possível marcar hora para visitar determinada atração. A dica é marcar hora assim que chegar no parque em um dos quiosques eletrônicos, porque por volta das 17h os FastPasses acabam.

Desde 2013, a Disney criou o sistema de pulseiras eletrônicas para os turistas que ficam em um dos seus hotéis dentro dos parques. Com a pulseira é possível entrar e sair dos parques, dos hotéis e marcar hora para as atrações mais concorridas. Para os outros turistas a entrada agora é um cartão magnético.

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  • Pulseira eletrônica e cartão magnético
  • Detalhe da decoração do Epcot
  • Village dentro de Epcot
  • Decoração sobre a Copa do Mundo 2014 no Epcot
  • Cartão magnético para os turistas

Escolas públicas na Flórida oferecem cursos de idiomas a baixo custo

Muitas escolas públicas no sul da Flórida oferecem cursos de idiomas a baixo custo, principalmente o inglês. Entretanto, antes de se matricular em cursos como esse é bom saber quem pode e quem não deveria pleitear uma vaga, e as consequências. Cada condado oferece periodicamente uma lista das escolas e os cursos oferecidos, que se chamam Community Schools – Educação para Adultos.

No condado de Broward, por exemplo, o preço pelo período, que geralmente dura três meses e meio, é de $120, mais a taxa de $10 pela matrícula e outros $10 pelo teste de nivelamento. As aulas acontecem de segunda a quinta-feira, algumas escolas oferecem curso diurnos e noturnos. Esse valor é para os não-residentes na Flórida – pessoas que não podem provar que moravam no estado nos últimos 12 meses.

Para provar que morava no estado, o aluno precisa comprovar residência na Flórida. Para os residentes o custo das aulas é de $30, mais as duas taxas.

 

Concurso 2019 de Bolsas de Estudos nos EUA

Mas todos podem se matricular?

A diretora do Centro de Assistência ao Imigrante (IAC) – ONG criada na Flórida para oferecer orientação aos imigrantes –  Ester Pereira, informa que, de acordo com o USCIS (United States Citizenship and Immigration Services), estrangeiros com visto de turista não podem se inscrever nesses cursos nos Estados Unidos. “O portador do visto de turista não pode usufruir dos serviços públicos”, explica.

De acordo com o IAC, mesmo que a fiscalização possa demorar em localizar esse tipo de infração, há a possibilidade de cedo ou tarde os dados do imigrante serem cruzados em diferente esferas do governo e o turista acabar tendo problemas no futuro. “Hoje em dia, a informática está ajudando no armazenamento de dados, por isso não estranhe se quando for renovar o visto, o mesmo seja negado”, lembra a diretora.

Ela relata a história de uma família brasileira que procurou ajuda no IAC, depois que teve o visto de estudante negado. A família tinha visto de turista e matriculou o filho em escola pública. Ao tentar mudar o status do visto de turista para visto de estudante, a família teve o visto de turista cancelado, e o visto de estudante negado.

Por outro lado, quem está legalizado no país, com visto de estudante, por exemplo, pode se matricular nesses cursos oferecidos pelas escolas públicas sem problemas. Os cursos podem ser uma excelente alternativa para melhorar o idioma rapidamente e fazer amigos.

Vale lembrar que as mesmas escolas oferecem uma vasta lista de cursos noturnos abertos à comunidade como na área de informática, beleza, educação, fitness e desenvolvimento pessoal. Veja o catálogo com o que é oferecido pelas escolas públicas nos três condados mais populosos do estado da Flórida: Broward, West Palm Beach e Miami-Dade

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Community Colleges nos Estados Unidos também oferecem cursos de inglês

diploma

 Os cursos de inglês nos Community College nos Estados Unidos são muito bons, mais avançados do que uma escola de inglês comum. Porém, são diferentes dos oferecidos por escolas de idiomas.  Em uma escola de inglês o aluno faz o General English e decide quantas semanas quer fazer. Dependendo da escola custa  cerca de  $1200 por mês, de segunda a sexta-feira com aulas das 9am às 1pm. Tem escola mais barata e mais cara, depende da localidade e da qualidade. O sistema de ensino é como as escolas de inglês no Brasil.  Os Community Colleges funcionam de outra maneira.

No Broward College em Davie, Flórida, por exemplo, funciona da seguinte maneira: são oferecidas aulas de SPEAKING/LISTENING I, II e II ; ESL READING I, II e III; ESL GRAMMAR/WRITING I, II e III;  e outras de aulas de redação (composition) e comunicação (comunication).

São aulas que fazem parte da grade escolar de cursos profissionalizantes e cursos de graduação que o BC oferece, por isso cada aula dessas equivale a 3 créditos (*). Os créditos são adicionados ao seu curriculum escolar, assim como as outras disciplinas especificas do seu curso, visando a sua graduação em dois ou quatro anos.

Os alunos estrangeiros fazem primeiro um teste de nivelamento para definir em que aula ele deveria ser matriculado. O mesmo aluno pode ser matriculado em diferentes níveis de cada disciplina – frequentado, por exemplo, Speaking I, Reading II e Grammar III.

Cada aula dura, no verão, de 6 a 14 semanas, no resto do ano geralmente são 6, 12 ou 16 semanas.  Se o aluno não for aprovado, ele precisa refazer a disciplina.

Os encontros são semanais de 2 a 4 dias por semanas. Algumas aulas são realizadas terças e quintas-feiras, outras de segunda à quinta-feira. Dependendo da aula, o aluno pode escolher entre turmas matutinas ou noturnas. A duração de cada aula varia de 1h35 minutos a 3horas e meia.

 
Por exemplo:
Aula/disciplina: Speaking/Listening I

Duração: 12 de maio a 10 de agosto de 2014

Horário: 12pm às 1:50pm

Dias: terças e quintas-feiras

Local: Campus North

Valor: $337,70 para moradores do estado e $1.109,00 para estrangeiros.

 

 

Aula: ES Reading I

Duração: 12 de maio a 23 de junho / ou 23 de junho a 10 de agosto de 2014

Horário: 10am – 1:50pm ou 6pm-7:50pm

Dias: de segunda a quinta-feira

Local: oferecida em vários campi

Valor: $337,70 para moradores do estado e $1.109,00 para estrangeiros.

 

Alguns communities colleges oferecem cursos livres em várias áreas, entre elas cursos de idiomas. Geralmente são chamados de Continuing Education (Educação Continuada). O BC oferece cursos de redução de sotaque e inglês avançado. Esses cursos duram dois meses com encontros uma ou duas vezes na semana, ideal para quem quer já está estudando inglês e quer dar ênfase em alguma área. Valores de $165 a $355.

 

Caso: Yahia é um estudante de Oman (Oriente Médio). Ele chegou à Flórida em novembro de 2013 para um curso de General English em uma escola de idiomas em Fort Lauderdale. Nós fomos sua host Family por aqui. Seu objetivo nos EUA era fazer o curso de Técnico em Administração de Aeroportos. Após algumas pesquisas ele encontrou o curso no Broward College.

Eu fui sua intérprete na reunião ocorrida em dezembro de 2013 com a responsável pela admissão de alunos internacionais. Yahia queria transferir seu visto de estudante da escola de idiomas em Fort Lauderdale para o BC, começar as aulas de inglês no BC o mais rápido possível, e paralelamente, dar início ao seu tão sonhado curso técnico.

A responsável pela matrícula de alunos internacionais explicou que:

  • há datas para o envio da documentação;
  • se ele quisesse começar as aulas em janeiro ele deveria ter enviado a documentação em outubro do ano anterior;
  • provavelmente ele não poderia entrar direto em nenhuma disciplina específica do curso técnico porque ele precisaria primeiro estar fluente no inglês;
  • antes de frequentar as aulas de inglês ele precisaria fazer um teste de nivelamento;
  • por ser um estudante internacional ele precisaria comprovar que tinha recursos para pagar todo o curso ($25 mil);
  • o visto de estudante que ele tinha no momento estava ligado a atual escola de inglês em Fort Lauderdale, por isso, se ele decidisse abandonar a escola para cursar aulas de inglês no BC seu visto provavelmente seria cancelado e ele ficaria ilegal.

Em resumo, Yahia pretendia começar aulas do curso técnico no BC em janeiro, mas vai ter que esperar até o verão deste ano para dar início as aulas de inglês no BC. Ele, provavelmente deve começar alguma disciplina do curso de administração em 2015. Tudo isso porque veio para os EUA sem a informação correta.

(*) Leia o post “Entendendo o sistema de ensino na pós-graduação nos Estados Unidos” para saber mais sobre community colleges e universidades nos EUA

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Ser au pair nos Estados Unidos pode ser uma alternativa de intercâmbio

Conheça histórias e de quem já foi au pair e como isso mudou a vida delas

COLABORAÇÃO – LUCIANA PIRES

 Há 28 anos que jovens de vários diferentes países chegam todos os anos nos Estados Unidos como intercambistas participando do programa chamado “au pair” (que em em tradução livre do francês significa “ao par” ou “igual’’). Esse tipo de intercâmbio permite que jovens entre 18 e 26 anos venham para os EUA para estudar e trabalhar como babá para famílias americanas. Em troca de uma ajuda de custo semanal, as famílias têm uma babá a baixo custo, independentemente do número de crianças e com total disponibilidade de trabalho. Mas esse tipo de intercâmbio vale a pena para o brasileiro?

Ao todo são pelo menos 15 agências atuantes no mercado americano que oferecem esse tipo de intercâmbio. A maioria dos participantes são meninas, mas há casos de rapazes. As agências fazem a aproximação entre as famílias e os candidatos, mas cabe às famílias escolherem quem eles querem acolher em suas casas por um ano.

O contrato entre agência, família e o au pair (como também são chamados os participantes do programa) consiste em que o au pair trabalhará cuidando das crianças da família com uma carga horário máxima de 45 horas semanais, receberá um pagamento semanal, morará com a família e receberá uma bolsa de estudos paga pelas famílias no final do contrato. O objetivo desses jovens é na sua maioria de aperfeiçoar o inglês e conhecer os Estados Unidos. Já as famílias muitas vezes precisam de uma babá com total flexibilidade de horário para o trabalho, querem contato com uma nova língua/cultura e não quer querem pagar muito por isso.

Quando Giovanna Simionato, de 25 anos, saiu do Brasil em 2010 para ser au pair no estado de New York, sabia bem o que queria. Ela considerava importante desenvolver fluência em inglês e além disso sonhava em fazer um intercâmbio. Recém-formada em terapia ocupacional, ela veio para trabalhar cuidando de 3 crianças, duas delas gêmeos autistas. Para ela o programa trouxe mais do que a fluência no inglês “Ter sido au pair nos Estados Unidos, foi com certeza, uma das melhores experiências da minha vida! Vejo quantas coisas eu aprendi e outras que desenvolvi. Não foi apenas uma oportunidade para aprimorar meu inglês.  Fiz amizades com pessoas do mundo inteiro: Croácia, México, Alemanha, Equador e outros brasileiros. Viajei para muitos lugares inesquecíveis!’’ ressalta Giovanna.

Para Gesiele Miller, de 31 anos, a experiência não foi tão boa. O relacionamento com a primeira família não foi dos melhores, mas ela não desistiu. Segundo Gesiele a família não tinha paciência com a sua pouca proficiência na língua e não eram amistosos. Depois de 3 meses, ela entrou com um recurso junto à agência e trocou de família. ‘‘A nova família era ótima’’, lembra ela, que participou do programa quando tinha 26 anos. Gesiele conta que decidiu por esse tipo de intercâmbio depois de perder emprego duas vezes no Brasil por não falar inglês.

Pelas regras do programa, as famílias e o/a au pair podem solicitar a mudança, caso uma das partes não esteja satisfeita com a convivência ou por outros motivos. De acordo com um levantamento feito pela British Council, apenas 5% dos brasileiros sabem falar inglês. Logo, muitos dos jovens que participam do programa acreditam que o melhor nível de inglês irá ajuda-los na colocação do mercado de trabalho ou até mesmo em melhores posições.

Giovanna assume que ter voltado para o Brasil com o melhor nível de inglês a ajudou na hora de conseguir um emprego. Gesiele, que tinha o mesmo objetivo, acabou não voltando para o Brasil depois de terminar o programa em 2010. Ela se casou e hoje trabalha como analista de rede no banco Wells Fargo. “Eu vim achando que minha experiência aqui me ajudaria no Brasil, mas na verdade minha experiência no Brasil na área técnica me ajudou aqui. O programa au pair acabou sendo só uma aventura’’, conta ela.

O programa tem um contrato com o período mínimo de um ano e pode ser estendido por até mais um ano. O longo período de estadia e o retorno financeiro que o programa oferece, uma vez que o au pair estará trabalhando e não gastara com moradia e alimentação, são fatores que atraem muitos participantes para esse intercâmbio.

Para Martha Sanches, de 27 anos, o programa acabou se tornando um ponto de partida para uma nova vida. O programa, que só admite participantes maiores de 18 anos, já tinha se tornado seu sonho quando ela era ainda uma adolescente. Logo depois que completou 18 anos, Martha chegou nos Estados Unidos para morar em Maryland com inglês que ela aprendeu sozinha. Com o fim do seu contrato de au pair, no qual ela ficou por 18 meses, ela teve que voltar para o Brasil. “Antes de ir eu pesquisei como poderia voltar para os Estados Unidos e voltei como estudante’, conta ela que voltou com a mãe e o irmão para morar em New Jersey.

Em 2010 Martha se mudou para New York, fez o curso de fotografia, se formou em Liberal Arts e hoje assina o blog www.nyandabout.com.

Publicado no AcheiUSA.com

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Entendendo o sistema de ensino na pós-graduação nos Estados Unidos


Os Estados Unidos possuem muitas opções de ensino de alta qualidade. Muita gente entra em contato com a USAHelp4U para saber sobre como fazer uma pós-graduação nos Estados Unidos, por isso estamos disponibilizando algumas informações abaixo. Qualquer dúvida entre em contato com nossa organização pelo e-mail – info@usahelp4u.com.

Edital para o Contest 2019 da Ong USAHelp4U

Edital em Vídeo

 

Dúvidas mais frequentes:

1)      Universidade x Faculdade

Nos EUA tem as universidades e as faculdades. As faculdades eles chamam de college. São instituições que oferecem cursos técnicos de um ano, dois anos e alguns cursos de nível superior, de 4 anos. São mais baratas, mas não vão além da graduação. Para cada curso desses você recebe certificado ou diploma. A variedade para esses cursos de 1 e 2 anos é gigantesca. Às vezes, o estudante que fez o curso de 1 ou 2 anos pode usar algumas das disciplinas e eliminá-las no curso de nível superior.

2)      Universidades

Na Flórida a maior universidade é a University of Florida, em Gainesville. Depois dela vem as seguintes instituições:

Florida Agricultural and Mechanical University (Tallahassee)

Florida Atlantic University (Boca Raton)

Florida Gulf Coast University (Ft. Myers)

Florida International University (Miami)

Florida Polytechnic University (Lakeland)

Florida State University (Tallahassee)

New College of Florida (Sarasota)

University of Central Florida (Orlando)

University of North Florida (Jacksonville)

University of South Florida (Tampa)

University of West Florida (Pensacola)

Essas são universidades públicas. O que isso significa? Que são apenas mais baratas que as outras. Em resumo o aluno precisa pagar em toda e qualquer universidade. Logicamente que existem várias bolsas, financiamento, e maneiras de diminuir os custos do curso. Geralmente através de esporte. Se o aluno for bom, a escola oferece bolsas de valores parciais ou até 100% do valor.  Os custos da educação superior nos EUA é bem alto, por isso alguns pais começam a pagar a faculdade quando os filhos ainda estão na pré-escola.  O dinheiro vai para um fundo educacional e, quando o filho atingir a idade de ir para a faculdade, ele decide qual a instituição e o fundo transfere o dinheiro.

3)      Pós-graduação

Quanto à pós-graduação, o mestrado (2 a 3 anos) ou doutorado (2 a 5 anos) a duração depende do curso que você escolher. Não existe esse negócios de lato-sensu, stricto sensu. Mestrado é mestrado e pronto.

O aluno pega a grade escolar do mestrado, geralmente entre 12 e 14 disciplinas. Cada disciplina vale 3 créditos. Isso quer dizer que você só pega o diploma quando você somar os seus 36 ou 42 créditos.

Você tem a opção de fazer uma disciplina por vez. Isso vai levar muito tempo para você terminar o mestrado, mas a opção é sua. Algumas disciplinas não exigem que você tenha estudado uma determinada disciplina anteriormente, por isso às vezes o aluno pode pular disciplina, ir para as que ele tem mais aptidão deixando as mais difíceis por último. Porém, nem sempre é possível ficar pulando de galho e galho, tudo depende do curso escolhido.

4)      Preço

Quanto ao preço, existem dois grupos: um preço para quem mora na Flórida (residente) e outro para quem vem de fora (de outro estado ou de outro país). Aliás, essa diferença no preço aparentemente acontece em todo os 50 estados americanos, o correto é verificar antes da matrícula.

Por exemplo, na FAU (Florida Atlantic University) para quem é residente na Flórida cada disciplina do mestrado custa $369,82 por crédito (isso significa que a disciplina XYZ do curso de mestrado ABC vai custar 3x369,82) para quem não é residente no estado, a mesma disciplina custará 3x1.024,81. Lembre-se cada disciplina tem 3 créditos, por isso multiplique por três. Veja os preços da FAU no seguinte endereço http://www.fau.edu/controller/student_information/tuition_breakdown.php.

Vale lembrar ainda que é comum o estudante se matricular em 4 disciplinas (que aqui eles chamam de curso) por semestre. Então se o seu mestrado terá 14 disciplinas, eles dizem que você estudou 14 cursos. Engraçado, né?

Cada disciplina (ou curso), pelo menos a maioria delas, os alunos vão até a sala de aula duas vezes por semana. Por exemplo, a disciplina ‘Introdução à Contabilidade’ do Mestrado em Sistema de Informação, tem aulas às segundas e quartas-feiras, a disciplina ‘Gerenciamento de Telecomunicações’ do Mestrado em Sistema de Informação tem aulas às terças e quintas-feiras. Cerca de 90% dos cursos funcionam nessa linha.

5)      Sistema de ensino

O sistema de ensino americano parece complicado, mas com o tempo a pessoa acostuma. Essa diferença no preço era a grande briga/bandeira/desgosto/birra dos estudantes que estão na Flórida desde pequenos, porém não estão legalizados. Apesar de terem vivido praticamente a vida inteira nos EUA eles são imigrantes indocumentados, por isso pagavam o mesmo preço dos estudantes de outros estados e de outros países. A briga durou dez anos.

Em maio/2014 foi aprovada no estado da Flórida uma lei que oferece a esses estudantes a mesma oportunidade de quem nasceu nos EUA. Ou seja vão pagar bem menos por seus estudos. Outros estados americanos já fizeram o mesmo e aprovaram leis semelhantes.

6)      Acomodação

Quando à acomodação, nem toda universidade oferece. Somente as grandes tem prédios, tipo república onde os estudante podem alugar um quarto ou uma vaga. Os preços variam enormente, depende do prédio, se o apartamento é para duas, três, quatro pessoas, etc etc...

Eu peguei a FAU (Florida Atlantic University), pública, como exemplo, de novo. Essa universidade tem sete campi, mas oferece moradia somente 2 campi. No site da universidade (http://www.fau.edu/housing/Housing_Rates/new2014-2015%20rate%20sheet.pdf) eles mostram as opções de residência e os preços para o próximo semestre. Vale lembrar que o semestre americano é o seguinte, começa no meio de agosto e vai até dezembro, e depois começo de janeiro até primeira semana de maio.

Mesmo se o seu curso for em um campus onde não há residência, mas a universidade oferece residência em outro campus, você pode entrar com pedido de moradia. Geralmente tem mais gente do que quarto para alugar, por isso é preciso fazer a inscrição, pagar as taxas etc etc etc..com antecedência. Por isso, a procura por quartos para alugar em áreas ao redor das universidades é grande também. O preço nesse caso varia depende da localidade, em Miami um quarto privado com banheiro pode custar até $1500/mês, em Fort Lauderdale, uns 40 minutos de Miami, o mesmo quarto custa uns $600.

7)      Dicas

A dica para quem vem de outro país para estudar nos EUA é a seguinte: primeiro tem certeza de qual o curso de mestrado ou doutorado você pretende fazer; segundo procure todas as universidades no país que ofereçam aquele bendito curso; terceiro avalie o que cada universidade oferece - tem várias opções de bolsas, cada universidade oferece as informações no seu website, avalie moradia, se a cidade é cara, se o transporte público funciona ou você vai precisar comprar carro, avalie se a universidade oferece vagas de trabalho para estudante estrangeiros (muitas oferecem e vc ganha um dinheirinho com isso); por último planeje tudo com no mínimo um ano de antecedência.

Cada universidade tem as suas datas para os alunos internacionais. Não é uma questão apenas de ter a documentação certa, precisa estar no tempo certo. Por exemplo, as aulas começam em agosto, não adianta chegar em junho com a papelada em mãos.

Entre em contato com o departamento de International Students da universidade que você escolheu e questione os prazos e opções de bolsas. A maioria das universidades, tipo 99%, vão exigir toda a documentação traduzida, pagamento de alguma coisa adiantado, e o teste de inglês. A maioria oferece aulas de inglês para alunos estrangeiros e podem até exigir que eles frequentem algumas aulas de inglês antes de começar as disciplinas/cursos do Mestrado, Doutorado ou graduação.

Estudar nos EUA não é impossível, mas exige muito planejamento e pesquisa. Boa Sorte. Se ainda tiver alguma dúvida, por favor entre em contato.

 
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Transporte escolar nos Estados Unidos

Lá pelas 7 da manhã, o ônibus escolar entra no condomínio para pegar as crianças e levar para a escola. Por normas de segurança, o motorista abre, automaticamente, uma barra de ferro próxima ao pára-choques (evitando que pessoas se aproximem durante embarque e desembarque dos alunos) e abre também uma placa de ‘Pare’ do outro lado do veículo (o que obriga os motoristas que estão trafegando do lado do ônibus a pararem e esperarem recolhimento da placa, mostrando que é seguro continuar trafegando ao lado do ônibus). Todo mundo pára, e o medo de levar uma multa!

Para ser beneficiado com o transporte escolar público, o aluno precisa morar no mínimo 2.3 milhas da escola. O ônibus passa cedo e devolve no mesmo local após as aulas. O horário das aulas depende da escola e se é ensino fundamental ou médio, mas varia entre 8 da manhã até às 3 da tarde.

E assim funciona o transporte escolar para os alunos das escolas públicas na Flórida, Estados Unidos.

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Kazuki voltou para o Japão

Nosso último estudante internacional foi Kazuki (Japão). Na noite anterior ao seu embarque, nós o levamos à praia de Fort Lauderdale (FL). No dia seguinte, antes de voltar para sua casa, ele deixou um recadinho de agradecimento sobre a mesa de seu computador, com um mapa ensinando onde é a casa dele no Japão. So sweet. Uma graça de menino. Vamos sentir saudade do nosso filho japonês.