Cresce êxodo brasileiro rumo aos Estados Unidos

AcheiUSA (com InfoMoney e WSJ) – A instabilidade econômica pela qual o Brasil está passando e os altos preços dos imóveis nas grandes cidades têm feito com que muitos brasileiros mudem para outros países – e o movimento já representa o maior êxodo brasileiro rumo a Miami desde 2010. De acordo com dados da corretora de imóveis Miami Luxury, os brasileiros representam 13% dos compradores internacionais do estado da Flórida, ficando atrás apenas dos canadenses. Desse total, 47% adquirem imóveis para passar férias e 17% como investidores.

Além disso, a expectativa é que o primeiro semestre de 2015 seja registrado por um aumento de 20% no número de compradores. O diretor da Miami Luxury, José Carlos Bede Souza, afirmou que existem dois perfis básicos dos compradores que vão para os Estados Unidos: os casais já com certa idade, com mais dinheiro e que estão pensando nas férias e aposentadoria; e os jovens bem qualificados que estão descrentes com a política nacional.

A demanda principal é por imóveis em Miami. A maior vantagem é o preço: um apartamento em Miami, formato de Studio, de 64 m², com um quarto e um banheiro, em um dos lugares mais nobres de Miami, cozinha e banheiro completos, piso acabado em todo apartamento, pronto para morar com 3 mil m² de área de lazer custa US$ 273 mil, o equivalente a R$ 773 mil, de acordo com a cotação do Banco Central do Brasil do dia 10 de fevereiro de 2015.

Em São Paulo com este valor, só dá para comprar um imóvel com características semelhantes na zona oeste de São Paulo, porém, com a metade da metragem de Miami, sem estar mobiliado, precisando de reforma. Nos Jardins, um dos pontos mais valorizados na capital paulista, o valor seria pelo menos o dobro.

Aversão à política
Na segunda-feira (9), uma reportagem veiculada pelo jornal Wall Street Journal, um dos mais respeitados dos Estados Unidos, afirmava que a reeleição de Dilma é que estaria provocando a debandada de brasileiros ricos rumo à Flórida.

“Depois da última eleição, conversamos com muita gente preocupada em tirar seu capital do Brasil”, disse ao jornal Alyce M. Robertson, diretora executiva da Agência de Desenvolvimento do Centro de Miami. O que preocupa essas pessoas, tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo, “é principalmente a [situação] política”.

Embora não haja dados exatos, profissionais de Miami, como corretores imobiliários, banqueiros, lojistas e advogados de imigração, dizem que um número crescente de brasileiros ricos está tentando se mudar para a região, abrir empresas ou procurando obter residência ou cidadania americana para si e suas famílias.

“Eles se preocupam principalmente com a instabilidade do ambiente político no Brasil. Eles não querem ser os últimos a sair”, diz Genilde Guerra, uma advogada do escritório Kravitz & Guerra, em Miami. Guerra diz que o número de telefonemas que seu escritório recebe de brasileiros em busca de ajuda para obter um visto, comprar imóveis ou abrir firmas nos Estados Unidos aumentou dez vezes desde a eleição de Dilma. “Eles querem ter uma segunda nacionalidade, um segundo lugar para onde ir, e os EUA são o melhor lugar para isso”, diz Guerra.

Dos 200 milhões de habitantes do Brasil, quase 3 milhões vivem hoje fora do país, segundo dados do Ministério das Relações Exteriores relativos a 2013. Cerca de um terço desses emigrados estão nos EUA. Firmas que monitoram brasileiros que fazem negócios na Flórida estimam que haja, hoje, entre 250 mil e 300 mil brasileiros morando no Estado. Os brasileiros também representam a maioria dos turistas de Miami, tendo chegado em 2013 a uma proporção de 51% do total.

 

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Fonte: Texto originalmente publicado pelo jornal AcheiUSA em 13/02/2015.

Trabalhar legalmente fora do Brasil é possível

Muitos brasileiros querem trabalhar fora do Brasil e, por sorte, alguns países querem o profissional brasileiro. Então o negócio e procurar informação e batalhar pelas vagas. Alguns países como a Nova Zelândia, Canadá e Noruega estão de portas abertas.

 

Nova Zelândia

O pequeno país da Oceania tem diversas oportunidades para imigrantes com diploma de nível superior, principalmente nas áreas de medicina, engenharia e tecnologia da informação (TI).

O governo neozelandês também está aberto para mão de obra estrangeira capacitada em finanças, educação, construção, óleo e gás, e tem ainda um programa anual de trabalho temporário. Outras informações sobre o assunto podem ser encontradas no site do governo neozelandês.

 

Canadá

O Québec, a província francesa no Canadá, possui um programa permanente de imigração. O processo pode levar algum tempo, até dois anos, mas uma vez aprovado, o trabalhador tem todo o apoio do governo.  As principais áreas de interesse dos canadenses são administração de empresas, contabilidade, engenharia civil, engenharia da computação, enfermagem e tecnologia da informação. Outras informações sobre emprego no site oficial do Quebéc.

Noruega

O país ocupa o 1º lugar na lista de países com maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) no mundo. Mesmo assim, a Noruega tem falta de mão de obra em diversas áreas da economia.

Segundo o site oficial do governo, os engenheiros foram os profissionais mais escassos no país no primeiro semestre de 2014, com déficit estimado de 14 mil profissionais. Os profissionais mais buscados são das áreas de perfuração, automação, mecânica, mecatrônica e hidráulica. O país também está de olho em médicos, enfermeiros e profissionais da área de educação. Saiba mais sobre morar e trabalhar na Noruega pelo website oficial no Brasil.

Onde estudar no exterior de graça – ou quase

Quando o assunto é estudar fora, os destinos mais procurados pelos brasileiros são Canadá, Estados Unidos e Inglaterra, de acordo com a Associação Brasileira de Organizadores de Viagens Internacionais e Culturais (Belta). Embora os EUA estejam em primeiro lugar, o fato é que o sonho americano muitas vezes esbarra num ponto difícil de ser superado: o alto custo.

Mas antes de desistir de estudar fora, veja estes roteiros europeus onde é possível estudar de graça (ou quase):

  1. Alemanha – A Universidade de Hoheinhem, em Stuttgart, por exemplo, oferece o curso de mestrado em ciências bioeconômicas, de graça e em inglês. São 45 vagas e o prazo final para candidatura é dia 15 de junho de 2015. Não há mensalidades, mas o aluno precisará desembolsar três taxas simbólicas: de 90, 60 e 5 euros.
  2. Suécia – A Suécia oferece mais de 900 programas em inglês, distribuídos em 35 diferentes universidades. Os estudantes pagam somente a taxa de matrícula, exceto para programas de doutorado, que são completamente isentos.
  3. Finlândia – A Finlândia, país do norte da Europa, não cobra matrículas e nem mensalidades escolares para os cursos de graduação e pós-graduação, além de oferecer um grande número de programas em inglês.
  4. França – A França oferece mais de 76 cursos de graduação em inglês, mas a maioria é oferecida por universidades particulares e costuma ser caro. No entanto, existem diversos cursos de pós-graduação formatados exclusivamente para estudantes de língua inglesa e com preços bem acessíveis. O mestrado de engenharia de nanotecnologia oferecido pela Universidade de Lyon, por exemplo, custa 582 euros por ano (mesmo para estudantes não europeus), já com o seguro saúde incluso. O prazo de candidatura vai até 15 de maio de 2015. O curso tem duração de dois anos e as aulas são em inglês.
  5. Tromson Island (Noruega) – As universidades estaduais norueguesas não cobram mensalidades dos estudantes. E mais: o sistema de ensino superior do país prioriza turmas pequenas, o que faz com os que professores sejam muito acessíveis.
  6. Eslovênia – A Eslovênia faz fronteira com a Itália e com a Croácia e oferece cerca de 150 programas totalmente em inglês e a preços acessíveis. O mestrado de Estudos Migratórios e Relações Interculturais, por exemplo, da Universidade de Nova Gorica, é em inglês e custa 2.500 euros por ano.

 

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Fonte: Estudar Fora

Concurso oferece oito bolsas de estudo grátis

Uma viagem de três semanas para três destinos do mundo com tudo pago. Esse é o prêmio para os oito vencedores da promoção Your Ticket to the World . A iniciativa é parte das comemorações pelos 50 anos da EF Education First, líder mundial em educação internacional, especializada em intercâmbio cultural, cursos no exterior e programas acadêmicos.

Quem quiser concorrer a esse super prêmio precisa ter mais de 16 anos e acessar o site www.ef.com.br/worldticket. O participante seleciona as cidades que deseja conhecer e responde por que  deve ser o escolhido para viajar ao redor do mundo. É possível escolher entre 40 destinos, entre eles, Barcelona, Cingapura, Sydney, Cidade do Cabo, Honolulu, Paris, Roma, Berlim, Londres, Toronto, Miami e Nova Iorque. Um júri formado por representantes da EF Education First elegerá as oito respostas mais inspiradoras. Serão oito vencedores no mundo todo, podendo haver até dois ganhadores do mesmo país.  Eles terão direito a um curso de idiomas numa escola EF, com duração de uma semana em cada cidade. As despesas referentes a passagem e hospedagem também estão incluídas.

As inscrições vão até o dia 31 de janeiro de 2015 e os nomes dos vencedores serão anunciados no dia 4 de fevereiro de 2015.

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ONG oferece bolsas de estudo de jornalismo na Europa e EUA

Todos os anos a Erasmus Mundus abre inscrições para bolsas de estudo de pós-graduação em Jornalismo. Este ano os candidatos poderam escolher entre umas das quatro áreas de especialização oferecidas pelo programa, cada uma em uma universidade diferente: Jornalismo Econômico e Negócios, na Universidade da Cidade de Londres, na Inglaterra; Guerra e Conflito, na Universidade de Swansea, no País de Gales; Mídia e Política, na Universidade de Amsterdã, na Holanda, e Jornalismo e Mídia entre Culturas, na Universidade de Hamburgo, na Alemanha.

Geralmente as inscrições podem ser feitas em janeiro, por isso é bom passar o ano se preparando. Para mais informações sobre os processos para a candidatura, prazos e requisitos, acesse o link.

O programa tem duração de dois anos: no primeiro, os estudantes vão cursar na Universidade de Aarhus, na Dinamarca. Já no segundo ano, os estudantes poderão escolher entre um dos quatro cursos oferecidos por uma das universidades europeias já citadas. Além disso, alguns estudantes terão a opção de passar um semestre fora, em uma das universidades não europeias parceiras durante o segundo semestre do primeiro ano: Universidade da Califórnia em Berkeley, nos EUA;  Universidade de Tecnologia de Sydney, na Austrália; e a Pontifícia Universidade Católica do Chile.

Após completarem os dois anos de curso, os estudantes serão premiados com um diploma, dependendo da sua especialização. Em caso de possíveis dúvidas, contate o e-mail erasmusmundus@hum.au.dk. Se você é estudante da área, não perca essa oportunidade!

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Ser host Family é ter muita história para contar

Desde 2012 recebemos estudantes internacionais e ou os ajudamos a encontrar um lugar para ficar enquanto estudam inglês por aqui, sul da Flórida. Ser host Family é ter muita história para contar e nesses anos colecionamos algumas e amigos de vários países.

Para quem não sabe, Host Family é aquela família local que recebe o estudante estrangeiro por um curto período de tempo, geralmente um mês ou dois. Além de ter contato com o idioma que ele (ela) quer aprender, o estudante tem a segurança de poder contar com orientação adequada no que precisa.

Com muito orgulho já recebemos estudantes do Brasil, França, Japão, China, Equador, Arábia Saudita, Oman, Espanha, Vietnã e Guadalupe (ilha que nem sabíamos que existia e só soube depois que os alunos chegaram).

Com tudo isso, só temos a agradecer a essa oportunidade. Nossos estudantes são uma dádiva.

Alguns marcaram as nossas vidas:

Ainda lembramos de toda a ajuda que o Abdul (Arábia Saudita) precisou para comprar o primeiro carro. Foram vários dias de busca. Aprendemos muito com os hábitos árabes. Todo dia quando acordávamos ele já estava de pé e já havia feito suas orações. Já sabemos exatamente o ponto dentro do nosso apartamento que fica na direção a Meca (a cidade sagrada).

O Yahia (Oman) ficava tão feliz em ir ao shopping e ver os preços. Ele nos trouxe presentes maravilhosos de seu país em meio aquelas duas malas gigantes cheias de comida enlatada (ele tinha medo de não ter o que comer por aqui por isso trouxe quase um supermercado inteiro dentro da mala). Nós o ajudamos a decorar o quarto quando ele se mudou, a ir à escola em busca de novos cursos, comprar presentes para os filhos que ficaram em Oman.

O Alberto (Equador) só sabia meia dúzia de palavras em inglês e ficou fã número 1 do Walmart. Na falta do que dizer, ele falava a palavra mágica …. Walmart!! Ele também foi o intercambista mais velho que já abrigamos, acima dos 60 anos, professor universitário em uma faculdade no Equador.

E o desespero em procurar um dentista no fim de semana para a Denise (Brasil). Nossa! Ainda bem que conseguimos marcar em cima de hora e a dentista cobrou super baratinho. Nada como conhecer as pessoas chaves na hora do desespero!

E os nossos chineses? …. ahhh os nossos chineses! Uma graça! Aliás dois. Chen e Yan eram só alegria. Eles vieram da China direto para um hotel, mas perceberam que não tinham com quem conversar em inglês e, principalmente, alguém para ajudar com informações de como se virar nos Estados Unidos. Depois de dois dias no hotel pediram transferência urgente para uma Host Family. Nós os recebemos e foi uma festa.

No fim de semana veio outro amigo chinês, o Peter. Os três ficaram com a gente no dia anterior a viagem à Disney. Uma loucura!  De vez em quando o Chen consegue mandar um alô lá da China. Se eles pudessem ter Facebook seria mais fácil saber como eles estão.

Enfim, aprendemos mais sobre a China do que está nos livros e ou na mídia.

Por falar em Ásia, não podemos esquecer do Kazuki, nosso filho japonês. Quando ele foi embora desenhou um mapa para podermos encontrar a casa dele se um dia formos ao Japão. Nossa! A partida dele foi de cortar o coração.

Nunca vamos esquecer aquela noite na balada brasileira em Miami, Kazuki e duas amigas japonesas foram juntos. Não entendiam uma palavra das músicas (em português e inglês), mas sabiam exatamente a direção do bar …. afff.

O Willie e o Jordy (Guadalupe, no Caribe) chegaram à meia noite. Os dois fizeram tantas compras que nós precisamos fazer duas viagens até o centro de reciclagem para levar todo o lixo que eles deixaram para trás.

Os dois precisaram explicar muito bem de onde vinham. Nunca tínhamos ouvido falar de uma ilha minúscula no Caribe que até hoje é colônia dos franceses. Em pleno século XXI ainda existe uma ilha colônia no Caribe! Estudante internacional também é cultura e aula de história.

E as malas da Denise e da Fernanda (Brasil)? Literalmente não cabia nem um sopro lá dentro. Suuuuuuperrrrrr lotadas…Media.. O dinheiro que elas economizaram ficando com a gente, elas gastaram tudo no Sawgrass Mills Mall e na Disney.

Agora é só esperar os alunos 2015 e as futuras histórias.

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Curso online e gratuito ajuda a preparar aluno para universidades americanas

Um dos grandes desafios de quem pensa em realizar a graduação em uma faculdade americana é escrever redações acadêmicas no idioma. Para auxiliar estudantes internacionais que pretendem encarar essa experiência, a plataforma de ensino online eDX oferece o curso Principles of Written English, com foco em redação e gramática.

O curso, online e gratuito, divide-se em três partes. A primeira foi realizada em novembro de 2014, mas os vídeos e materiais de apoio continuam disponíveis. Com duração de cinco semanas, o curso aborda tópicos como introdução e conclusão de textos e estratégias para escrever textos longos e teses.

As aulas são administradas pela professora Maggie Sokolik, PhD em linguística, que já lecionou em instituições como Harvard e MIT e, desde 1992, dá aulas na Universidade Berkeley.

A segunda parte do curso terá início no dia 4 de fevereiro e a terceira e última parte, em 1º de abril. Para participar, basta se inscrever na plataforma. O único pré-requisito exigido é nível pelo menos intermediário de inglês.

Parte 1 

Parte 2

Parte 3

O website coursera (www.coursera.org) também oferece uma grande variedade de cursos, não apenas sobre como entender o processo de admissão nas universidades americanas, mas cursos na área de música, empreendedorismo, computação, auto-ajuda, inglês para professores entre outros. Todos os cursos são gratuitos e oferecem certificado de conclusão emitidos por universidades no mundo inteiro.

 

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Fonte: Fundação Estudar e Coursera

 

Concurso de redação vai oferecer 70 viagens grátis para New York (USA)

Estão abertas as inscrições para o projeto das Organização das Nações Unidas (ONU) – 2015 United Nations Academic Impact Global Youth Forum – que vai oferecer este ano 70 viagens grátis para New York (USA) a estudantes estrangeiros. Os interessados devem escrever uma redação em uma das seguintes línguas: Árabe, Chinês, Inglês, Francês, Russo e ou Espanhol. Todas as despesas como passagem, acomodação e alimentação estão inclusas no prêmio.

Para participar, o interessado deve escrever uma redação com 2 mil palavras ou menos. O tema deve estar relacionado com o plano de desenvolvimento sustentável da ONU para 2015. As redações serão apresentadas em NY durante a viagem – 20 a 26 de julho de 2015.

O interessado deve ter no mínimo 18 anos, estar matriculado em uma universidade e ter sua inscrição endossada por um professor.

As inscrições estão abertas até o dia 25 de marco de 2015. Mais informações  aqui 

 

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Universidade nos EUA oferece graduação online e gratuita para estrangeiros

Cursar uma universidade em outro país sem dúvida faz muita diferença no seu resume (curriculum vitae) na hora de procurar um emprego. Porém, a questão financeira continua sendo um dos grandes entraves para os estudantes brasileiros. O sonho de 10 entre 10 estudantes é conseguir uma bolsa, quando isso não é possível muitos desistem do sonho.

Para mudar esta realidade uma universidade nos EUA oferece graduação online e gratuita para estrangeiros – a UoPeople –  Universidade do Povo (em tradução livre).

A instituição foi fundada em 2009 por Shai Reshef com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU) e oferece cursos nas áreas de Ciências da Computação, Administração e disponibiliza aulas de reforço nas áreas de humanas e exatas durante a graduação. Reshef trabalhou por mais de 20 anos no setor de ensino com fins lucrativos e implantou na Europa a primeira universidade online.

Apesar de estar localizada em Pasadena, nos Estados Unidos, todas as aulas e serviços oferecidos, como biblioteca, por exemplo, são online. O próprio aluno organiza sua rotina de estudo, estudantes e professores participam de fóruns para discutir o conteúdo visto na semana e tirar dúvidas, as lições podem ser tomadas a qualquer momento, mas as tarefas devem ser entregues dentro do prazo.

Atualmente, mais de 2 mil estudantes de 148 países estão matriculados na universidade. O perfil dos alunos é diversificado: eles têm entre 18 e 66 anos, sendo a maioria, cerca de 33%, do continente africano. Os interessados precisam ter 18 anos ou mais, proficiência em inglês e comprovar conclusão do ensino médio para se candidatar a uma vaga. As cópias dos diplomas e dos históricos devem ser autenticadas e transcritas para o inglês, mais informações podem ser acessadas no site da instituição.

Para os brasileiros interessados, é importante pensar na revalidação do diploma após a conclusão do curso estrangeiro.

A Universidade do Povo não cobra taxa de matrícula dos alunos.  Os alunos precisam apenas custear parte das despesas administrativas e exames que chegam a apenas US$ 100 por semestre.

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Fonte: Terra

Eduardo Oda e Esther Florsheim, estudantes brasileiros em Yale

Intercâmbio em universidades americanas é uma oportunidade valiosa para brasileiros

Luciana Pires

 

New York – Para muitos profissionais bem sucedidos um intercâmbio, estágio ou até mesmo viagens para outros países foram decisivos para um salto na carreira. Por essa razão, muitos estudantes brasileiros tomam a decisão de estudar no exterior, e a maioria procura as melhores universidades possíveis.

A Universidade Yale foi classificada como a 11 ª melhor universidade do mundo, de acordo com o Ranking Acadêmico de Universidades do Mundo (Academic Ranking of World Universities), em 2013 e é uma das preferidas pelos brasileiros.

A universidade, localizada na cidade de New Haven-CT, recebe alunos do mundo inteiro, e seu programa de parceria com universidades de vários países atraem ainda mais os estudantes internacionais. A relação entre brasileiros e a universidade não é nova: há mais de dezoito décadas que a Universidade Yale conta com a presença de alunos brasileiros. O primeiro deles foi João Francisco de Lima, que ingressou no curso de Medicina em 1833.

Atualmente, alunos brasileiros que querem estudar no exterior podem recorrer às bolsas de estudo oferecidos pelos programas de avanço à pesquisa no Brasil.

Um desses estudantes foi a doutoranda Esther Florsheim, de 28 anos, que se formou em Biologia pela USP (Universidade de São Paulo).

Logo depois da graduação, Esther candidatou-se para uma bolsa de estudos de doutorado direto oferecida pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). “Eu fiz prova na FAPESP para o doutorado direto e depois candidatei-me para a solicitação da bolsa de estudos no exterior e escolhi Yale” lembra Esther.

Os alunos que conseguem o financiamento para pesquisa pela FAPESP podem escolher a universidade. A opção por Yale veio porque, além de ser uma renomada faculdade, Esther já conhecia um professor com quem tinha o interesse de fazer pesquisas na área de imunologia.

Através do programa do governo brasileiro Ciências sem Fronteiras, Eduardo Oda, de 23 anos, um estagiou no Child Study Center (Centro de Pesquisa da Criança), em Yale. O programa financia estágios no exterior para alunos graduados e pós-graduados.

A experiência curricular e cultural motivou Eduardo a se inscrever no programa. Formado em Medicina pela Universidade de São Paulo, ele participou do processo seletivo, baseado no currículo acadêmico e uma entrevista “Em agosto de 2011, a universidade recebeu 10 bolsas para serem distribuídas entre os alunos interessados em estudar no exterior, e eu fui um dos aprovados,’’ ele conta.

Para Esther e Eduardo as dificuldades do começo foram as mesmas: adaptação à cultura e à língua. Para eles, fazer amigos foi muito importante nesse processo de adaptação. Além da universidade promover o “mix de culturas,” os alunos brasileiros contam com Brazil Club, um clube só de alunos brasileiros.

Yale também oferece o curso de Português, Literatura e Cultura brasileira para os graduandos e pós-graduandos. Este semestre, o curso conta com 60 alunos. Para o professor adjunto Paulo Moreira, os avanços do Brasil, a Copa do Mundo e as Olimpíadas sem dúvida geraram um interesse ainda maior para se aprender o português. “Além do curso, a universidade também oferece a imersão na língua através do Study Abroad (estudo no exterior) em que os alunos vão para o Brasil e lá assistem aulas durante um mês na PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), e por mais um mês na UNESP (Universidade Estadual Paulista),” conta a professora sênior Marta Almeida, 70 anos, que é a mentora do programa.

Alguns desses alunos têm o objetivo de trabalhar no Brasil, como conta o estudante de engenharia mecânica James Geollin, de 21 anos: “Eu me interesso por pesquisas sobre água potável, e o Brasil é um importante país nesse assunto”.

Os alunos que se candidatam e são aceitos para a bolsa de estudos de graduação da própria universidade recebem isenção quase integral de custos. Já os alunos que candidatam-se para o programa de PhD (Doutor em Filosofia) recebem salário e são isentos de mensalidade.

Os dois programas que oferecem bolsas de intercâmbio no exterior para estudantes brasileiros — FAPESP e Ciência sem Fronteiras — também oferecem suporte financeiro e isenção de custos. Um bom histórico acadêmico, esforço e disciplina são essenciais para se conseguir uma dessas bolsas de estudo.

Alunos graduados residentes no estado de São Paulo podem se inscrever no programa FAPESP a qualquer momento. Os alunos inscritos que conseguem a bolsa podem solicitar o recurso financeiro para estudos no exterior. Todas as informações sobre os direferentes tipos de bolsas e regulamento estão disponíveis no site www.fapesp.br

O programa Ciências sem Fronteiras oferece ajuda financeira para o estágio no exterior. O programa alcança alunos de todo o país, e sua meta é oferecer mais de 100 mil bolsas de estágio no exterior durante os 4 anos do programa. No site do Ciências sem Fronteira há mais informações — www.cienciasemfronteiras.gov.br/web/csf/home.

 

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Fonte: AcheiUSA