Ser host Family é ter muita história para contar

Desde 2012 recebemos estudantes internacionais e ou os ajudamos a encontrar um lugar para ficar enquanto estudam inglês por aqui, sul da Flórida. Ser host Family é ter muita história para contar e nesses anos colecionamos algumas e amigos de vários países.

Para quem não sabe, Host Family é aquela família local que recebe o estudante estrangeiro por um curto período de tempo, geralmente um mês ou dois. Além de ter contato com o idioma que ele (ela) quer aprender, o estudante tem a segurança de poder contar com orientação adequada no que precisa.

Com muito orgulho já recebemos estudantes do Brasil, França, Japão, China, Equador, Arábia Saudita, Oman, Espanha, Vietnã e Guadalupe (ilha que nem sabíamos que existia e só soube depois que os alunos chegaram).

Com tudo isso, só temos a agradecer a essa oportunidade. Nossos estudantes são uma dádiva.

Alguns marcaram as nossas vidas:

Ainda lembramos de toda a ajuda que o Abdul (Arábia Saudita) precisou para comprar o primeiro carro. Foram vários dias de busca. Aprendemos muito com os hábitos árabes. Todo dia quando acordávamos ele já estava de pé e já havia feito suas orações. Já sabemos exatamente o ponto dentro do nosso apartamento que fica na direção a Meca (a cidade sagrada).

O Yahia (Oman) ficava tão feliz em ir ao shopping e ver os preços. Ele nos trouxe presentes maravilhosos de seu país em meio aquelas duas malas gigantes cheias de comida enlatada (ele tinha medo de não ter o que comer por aqui por isso trouxe quase um supermercado inteiro dentro da mala). Nós o ajudamos a decorar o quarto quando ele se mudou, a ir à escola em busca de novos cursos, comprar presentes para os filhos que ficaram em Oman.

O Alberto (Equador) só sabia meia dúzia de palavras em inglês e ficou fã número 1 do Walmart. Na falta do que dizer, ele falava a palavra mágica …. Walmart!! Ele também foi o intercambista mais velho que já abrigamos, acima dos 60 anos, professor universitário em uma faculdade no Equador.

E o desespero em procurar um dentista no fim de semana para a Denise (Brasil). Nossa! Ainda bem que conseguimos marcar em cima de hora e a dentista cobrou super baratinho. Nada como conhecer as pessoas chaves na hora do desespero!

E os nossos chineses? …. ahhh os nossos chineses! Uma graça! Aliás dois. Chen e Yan eram só alegria. Eles vieram da China direto para um hotel, mas perceberam que não tinham com quem conversar em inglês e, principalmente, alguém para ajudar com informações de como se virar nos Estados Unidos. Depois de dois dias no hotel pediram transferência urgente para uma Host Family. Nós os recebemos e foi uma festa.

No fim de semana veio outro amigo chinês, o Peter. Os três ficaram com a gente no dia anterior a viagem à Disney. Uma loucura!  De vez em quando o Chen consegue mandar um alô lá da China. Se eles pudessem ter Facebook seria mais fácil saber como eles estão.

Enfim, aprendemos mais sobre a China do que está nos livros e ou na mídia.

Por falar em Ásia, não podemos esquecer do Kazuki, nosso filho japonês. Quando ele foi embora desenhou um mapa para podermos encontrar a casa dele se um dia formos ao Japão. Nossa! A partida dele foi de cortar o coração.

Nunca vamos esquecer aquela noite na balada brasileira em Miami, Kazuki e duas amigas japonesas foram juntos. Não entendiam uma palavra das músicas (em português e inglês), mas sabiam exatamente a direção do bar …. afff.

O Willie e o Jordy (Guadalupe, no Caribe) chegaram à meia noite. Os dois fizeram tantas compras que nós precisamos fazer duas viagens até o centro de reciclagem para levar todo o lixo que eles deixaram para trás.

Os dois precisaram explicar muito bem de onde vinham. Nunca tínhamos ouvido falar de uma ilha minúscula no Caribe que até hoje é colônia dos franceses. Em pleno século XXI ainda existe uma ilha colônia no Caribe! Estudante internacional também é cultura e aula de história.

E as malas da Denise e da Fernanda (Brasil)? Literalmente não cabia nem um sopro lá dentro. Suuuuuuperrrrrr lotadas…Media.. O dinheiro que elas economizaram ficando com a gente, elas gastaram tudo no Sawgrass Mills Mall e na Disney.

Agora é só esperar os alunos 2015 e as futuras histórias.

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Curso online e gratuito ajuda a preparar aluno para universidades americanas

Um dos grandes desafios de quem pensa em realizar a graduação em uma faculdade americana é escrever redações acadêmicas no idioma. Para auxiliar estudantes internacionais que pretendem encarar essa experiência, a plataforma de ensino online eDX oferece o curso Principles of Written English, com foco em redação e gramática.

O curso, online e gratuito, divide-se em três partes. A primeira foi realizada em novembro de 2014, mas os vídeos e materiais de apoio continuam disponíveis. Com duração de cinco semanas, o curso aborda tópicos como introdução e conclusão de textos e estratégias para escrever textos longos e teses.

As aulas são administradas pela professora Maggie Sokolik, PhD em linguística, que já lecionou em instituições como Harvard e MIT e, desde 1992, dá aulas na Universidade Berkeley.

A segunda parte do curso terá início no dia 4 de fevereiro e a terceira e última parte, em 1º de abril. Para participar, basta se inscrever na plataforma. O único pré-requisito exigido é nível pelo menos intermediário de inglês.

Parte 1 

Parte 2

Parte 3

O website coursera (www.coursera.org) também oferece uma grande variedade de cursos, não apenas sobre como entender o processo de admissão nas universidades americanas, mas cursos na área de música, empreendedorismo, computação, auto-ajuda, inglês para professores entre outros. Todos os cursos são gratuitos e oferecem certificado de conclusão emitidos por universidades no mundo inteiro.

 

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Fonte: Fundação Estudar e Coursera

 

Concurso de redação vai oferecer 70 viagens grátis para New York (USA)

Estão abertas as inscrições para o projeto das Organização das Nações Unidas (ONU) – 2015 United Nations Academic Impact Global Youth Forum – que vai oferecer este ano 70 viagens grátis para New York (USA) a estudantes estrangeiros. Os interessados devem escrever uma redação em uma das seguintes línguas: Árabe, Chinês, Inglês, Francês, Russo e ou Espanhol. Todas as despesas como passagem, acomodação e alimentação estão inclusas no prêmio.

Para participar, o interessado deve escrever uma redação com 2 mil palavras ou menos. O tema deve estar relacionado com o plano de desenvolvimento sustentável da ONU para 2015. As redações serão apresentadas em NY durante a viagem – 20 a 26 de julho de 2015.

O interessado deve ter no mínimo 18 anos, estar matriculado em uma universidade e ter sua inscrição endossada por um professor.

As inscrições estão abertas até o dia 25 de marco de 2015. Mais informações  aqui 

 

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Universidade nos EUA oferece graduação online e gratuita para estrangeiros

Cursar uma universidade em outro país sem dúvida faz muita diferença no seu resume (curriculum vitae) na hora de procurar um emprego. Porém, a questão financeira continua sendo um dos grandes entraves para os estudantes brasileiros. O sonho de 10 entre 10 estudantes é conseguir uma bolsa, quando isso não é possível muitos desistem do sonho.

Para mudar esta realidade uma universidade nos EUA oferece graduação online e gratuita para estrangeiros – a UoPeople –  Universidade do Povo (em tradução livre).

A instituição foi fundada em 2009 por Shai Reshef com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU) e oferece cursos nas áreas de Ciências da Computação, Administração e disponibiliza aulas de reforço nas áreas de humanas e exatas durante a graduação. Reshef trabalhou por mais de 20 anos no setor de ensino com fins lucrativos e implantou na Europa a primeira universidade online.

Apesar de estar localizada em Pasadena, nos Estados Unidos, todas as aulas e serviços oferecidos, como biblioteca, por exemplo, são online. O próprio aluno organiza sua rotina de estudo, estudantes e professores participam de fóruns para discutir o conteúdo visto na semana e tirar dúvidas, as lições podem ser tomadas a qualquer momento, mas as tarefas devem ser entregues dentro do prazo.

Atualmente, mais de 2 mil estudantes de 148 países estão matriculados na universidade. O perfil dos alunos é diversificado: eles têm entre 18 e 66 anos, sendo a maioria, cerca de 33%, do continente africano. Os interessados precisam ter 18 anos ou mais, proficiência em inglês e comprovar conclusão do ensino médio para se candidatar a uma vaga. As cópias dos diplomas e dos históricos devem ser autenticadas e transcritas para o inglês, mais informações podem ser acessadas no site da instituição.

Para os brasileiros interessados, é importante pensar na revalidação do diploma após a conclusão do curso estrangeiro.

A Universidade do Povo não cobra taxa de matrícula dos alunos.  Os alunos precisam apenas custear parte das despesas administrativas e exames que chegam a apenas US$ 100 por semestre.

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Fonte: Terra

Eduardo Oda e Esther Florsheim, estudantes brasileiros em Yale

Intercâmbio em universidades americanas é uma oportunidade valiosa para brasileiros

Luciana Pires

 

New York – Para muitos profissionais bem sucedidos um intercâmbio, estágio ou até mesmo viagens para outros países foram decisivos para um salto na carreira. Por essa razão, muitos estudantes brasileiros tomam a decisão de estudar no exterior, e a maioria procura as melhores universidades possíveis.

A Universidade Yale foi classificada como a 11 ª melhor universidade do mundo, de acordo com o Ranking Acadêmico de Universidades do Mundo (Academic Ranking of World Universities), em 2013 e é uma das preferidas pelos brasileiros.

A universidade, localizada na cidade de New Haven-CT, recebe alunos do mundo inteiro, e seu programa de parceria com universidades de vários países atraem ainda mais os estudantes internacionais. A relação entre brasileiros e a universidade não é nova: há mais de dezoito décadas que a Universidade Yale conta com a presença de alunos brasileiros. O primeiro deles foi João Francisco de Lima, que ingressou no curso de Medicina em 1833.

Atualmente, alunos brasileiros que querem estudar no exterior podem recorrer às bolsas de estudo oferecidos pelos programas de avanço à pesquisa no Brasil.

Um desses estudantes foi a doutoranda Esther Florsheim, de 28 anos, que se formou em Biologia pela USP (Universidade de São Paulo).

Logo depois da graduação, Esther candidatou-se para uma bolsa de estudos de doutorado direto oferecida pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). “Eu fiz prova na FAPESP para o doutorado direto e depois candidatei-me para a solicitação da bolsa de estudos no exterior e escolhi Yale” lembra Esther.

Os alunos que conseguem o financiamento para pesquisa pela FAPESP podem escolher a universidade. A opção por Yale veio porque, além de ser uma renomada faculdade, Esther já conhecia um professor com quem tinha o interesse de fazer pesquisas na área de imunologia.

Através do programa do governo brasileiro Ciências sem Fronteiras, Eduardo Oda, de 23 anos, um estagiou no Child Study Center (Centro de Pesquisa da Criança), em Yale. O programa financia estágios no exterior para alunos graduados e pós-graduados.

A experiência curricular e cultural motivou Eduardo a se inscrever no programa. Formado em Medicina pela Universidade de São Paulo, ele participou do processo seletivo, baseado no currículo acadêmico e uma entrevista “Em agosto de 2011, a universidade recebeu 10 bolsas para serem distribuídas entre os alunos interessados em estudar no exterior, e eu fui um dos aprovados,’’ ele conta.

Para Esther e Eduardo as dificuldades do começo foram as mesmas: adaptação à cultura e à língua. Para eles, fazer amigos foi muito importante nesse processo de adaptação. Além da universidade promover o “mix de culturas,” os alunos brasileiros contam com Brazil Club, um clube só de alunos brasileiros.

Yale também oferece o curso de Português, Literatura e Cultura brasileira para os graduandos e pós-graduandos. Este semestre, o curso conta com 60 alunos. Para o professor adjunto Paulo Moreira, os avanços do Brasil, a Copa do Mundo e as Olimpíadas sem dúvida geraram um interesse ainda maior para se aprender o português. “Além do curso, a universidade também oferece a imersão na língua através do Study Abroad (estudo no exterior) em que os alunos vão para o Brasil e lá assistem aulas durante um mês na PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), e por mais um mês na UNESP (Universidade Estadual Paulista),” conta a professora sênior Marta Almeida, 70 anos, que é a mentora do programa.

Alguns desses alunos têm o objetivo de trabalhar no Brasil, como conta o estudante de engenharia mecânica James Geollin, de 21 anos: “Eu me interesso por pesquisas sobre água potável, e o Brasil é um importante país nesse assunto”.

Os alunos que se candidatam e são aceitos para a bolsa de estudos de graduação da própria universidade recebem isenção quase integral de custos. Já os alunos que candidatam-se para o programa de PhD (Doutor em Filosofia) recebem salário e são isentos de mensalidade.

Os dois programas que oferecem bolsas de intercâmbio no exterior para estudantes brasileiros — FAPESP e Ciência sem Fronteiras — também oferecem suporte financeiro e isenção de custos. Um bom histórico acadêmico, esforço e disciplina são essenciais para se conseguir uma dessas bolsas de estudo.

Alunos graduados residentes no estado de São Paulo podem se inscrever no programa FAPESP a qualquer momento. Os alunos inscritos que conseguem a bolsa podem solicitar o recurso financeiro para estudos no exterior. Todas as informações sobre os direferentes tipos de bolsas e regulamento estão disponíveis no site www.fapesp.br

O programa Ciências sem Fronteiras oferece ajuda financeira para o estágio no exterior. O programa alcança alunos de todo o país, e sua meta é oferecer mais de 100 mil bolsas de estágio no exterior durante os 4 anos do programa. No site do Ciências sem Fronteira há mais informações — www.cienciasemfronteiras.gov.br/web/csf/home.

 

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Fonte: AcheiUSA

Inverno na Flórida

Inverno na Flórida

Acredite se quiser, mas na Flórida o inverno é assim …..quente. Às vezes tem uma semana de temperaturas mais baixas, seguida de outras semanas de temperaturas altas, voltando a ter alguns dias de frio e pronto … acabou. Aquela coisa de neve, esqui não tem por aqui. Só se for artificial.

A temperatura pode passar dos 80°F (26°C) e, em alguns dias, parar nos 50°F (12°C). Por isso praia tem o ano todo. Os moradores já acostumados as altas temperaturas vão a praia só para passear, enquanto os canadenses e os americanos dos estados do Norte acham a água gelada o máximo e invadem nossa praia … mesmo!

Eles são chamados de “snow birds” – aqueles turistas que que fogem do frio intenso da região Norte e Canadá e querem se aquecer na Flórida. Muitos ficam por aqui de dezembro a abril, quando a neve começa a derreter. Com isso sobe a demanda para trabalhos temporários, especialmente o de limpeza de casas, acompanhante de idosos e etc.

É por isso que muitos brasileiros escolhem o sul da Florida para estudar inglês.

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Vejam as fotos do inverno na praia de Fort Lauderdale.

Bom inverno quente na Flórida.

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Quer jogar futebol nos Estados Unidos?

Quer jogar futebol nos Estados Unidos?

O time de Fort Lauderdale, Strikers, estará abrindo as portas para novos jogadores para a temporada 2015. A peneirada acontece no dia 17 de janeiro. O time tem sua sede no sul da Flórida e já tem vários jogadores brasileiros.

Recentemente, ninguém menos do que Ronaldo Nazário “Fenômeno” comprou parte do time que já tem outro sócio brasileiro. O ex-jogador confirmou presença no dia da peneirada (tryout, em inglês). Os interessados devem fazer as inscrições no site do time www.strikers.com. Entre os requisitos estão ter pelo menos 17 anos e pagar uma taxa de $150 dólares que não será devolvida. Os interessados devem se responsabilizar pelo transporte e hospedagem e receberão a camisa de treino do time.

Quer saber mais sobre a Flórida, entre em contato info@usahelp4u.com.

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Fonte: AcheiUSA

EUA libera novo visto de trabalho para brasileiros

O USCIS (serviço de imigração americano) divulgou em sua página na Internet as diretrizes para a qualificação de trabalhadores candidatos ao visto de trabalho rural temporário H-2A. A novidade é que esse tipo de visto está disponível para os brasileiros.


O programa H-2A permite que empregadores americanos que cumpram determinados requisitos tragam estrangeiros para os Estados Unidos para preencher vagas de trabalho temporárias na área rural. O empregador deve entrar com uma petição para trabalhador não-imigrante (formulário I-129) junto ao USCIS, em nome do trabalhador.

O peticionário deve provar ao USCIS a existência de uma vaga temporária aberta e demonstrar que não há trabalhadores americanos disponíveis e em número suficiente para ocupar a vaga.

O processo para contratação começa com a requisição de uma certificação de trabalho (labor certification) junto ao departamento de trabalho (DOL). Antes de requrer a classificação sob o H2-A, o peticionário tem que requisitar e obter uma certificação de trabalho temporário para o trabalhador. Em seguida, o peticionário deve enviar preenchido o formulário I-129 para o USCIS, junto com a certificação de trabalho original. Depois da aprovação do I-129 pelo USCIS, o trabalhador que está fora dos EUA poderá candidatar-se ao visto na embaixada ou consulado americano em seu país de residência.

Validade da estadia
Geralmente, o USCIS autoriza a classificação sob o H-2A de acordo com o período estabelecido na certificação temporária de trabaho emitida pelo DOL. O visto pode ser estendido em incrementos de um ano por vez. Uma nova certificação de trabalho deve ser obtida para cada extensão. O período máximo para a estadia sob o H-2A é de três anos.

Um portador de visto H-2A com status de não-imigrante há mais de três anos deve deixar o país e permancer fora dos EUA por um período ininterrupto de três meses antes de requisitar a reentrada sob a classificação H-2A novamente. Além disso, períodos anteriores usados em outras classificações H e L contam como perídos H2-A.

Familiares dos trabalhadores H-2A
Cônjuges de trabalhadores H-2A e filhos solteiros menores de 21 anos podem requisitar entrada nos EUA sob a qualificação H-4, mas não poderão trabalhar sob esse status.

Fonte: AcheiUSA

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Estados Unidos vai facilitar a imigração de profissionais altamente qualificados e a entrada de estudantes estrangeiros

O presidente Barack Obama anunciou que vai para facilitar e agilizar a vinda de pessoas que queiram investir nos EUA e profissionais altamente qualificados. Quem também vai ser beneficiado são os estudantes da área de ciência e tecnologia.

Detalhes sobre a ação executiva do presidente devem ser divulgados em breve. As novas regras devem entrar em vigor no primeiro semestre de 2015.

Ele também disse que vai reforçar a segurança das fronteiras para impedir a entrada ilegal de imigrantes e que vai proteger contra a deportação aqueles imigrantes com mais de cinco anos em solo americano e pais de crianças nascidas no país.  Além de ter que pagar os impostos atrasados, os imigrantes não poderão ter passagem pela polícia.

Estima-se que pelo menos 4 milhões de pessoas podem ser beneficiadas.

Aos estudantes estrangeiros vale lembrar que o pré-requisito das universidades ainda é falar bem o inglês.  O website USAHELP4U oferece um guia de escolas para facilitar a escolha das escolas de inglês nos EUA.

Assine nossa newsletter e receba mais informações em breve.

Com informações da CNN

 

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Os tipos de vistos que os brasileiros podem requerer nos Estados Unidos

Por Attila Andrade

Advogado

attilaandradejr@yahoo.com

 

Vamos considerar neste artigo os principais vistos que os brasileiros podem requerer nos EUA para que possam residir legalmente neste país. Há dois tipos genéricos de vistos: o visto de residência temporário e o visto de residente permanente. Vamos estudá-los nessa mesma ordem de apresentação.

Os vistos de residência temporário são o L1 e o visto H1B. O visto de residência temporário L-1 consiste em enviar uma pessoa vinculada a uma empresa brasileira que venha a ser transferida para trabalhar numa filial ou subsidiária americana dessa mesma empresa brasileira. O visto L1 se subdivide em L1-A e L1-B.

No visto L1-A se destina a empregados da empresa brasileira que venha trabalhar na empresa americana filial ou subsidiária da empresa brasileira na capacidade de diretor ou gerente. Ele há que demonstrar que está na companhia há mais de um ano nos últimos três anos precedentes ao pedido. Já no visto L1-B se refere a posições de empregados técnicos, com especialização e deverão preencheer os mesmos requisitos do visto L1-A, ou seja, venham trabalhar nas mesmas funções técnicas em que estavam trabalhando na empresa brasileira há mais de um ano, nos três últimos anos precedentes.

 

Concurso 2019 de Bolsas de Estudos nos EUA

 

Aqui é preciso ter-se muito cuidado. Não adianta constituir-se uma empresa de papel no Brasil para tentar o L1-A ou B. O departamento de imigração vai exigir um histórico que compreende não somente a parte jurídica da constituição senão os balanços dos últimos 3 anos de funcionamento, prova de que a empresa brasileira tenha vinculação societária pertinente com a empresa americana para a qual o funcionário esteja sendo transferido e o quadro organizacional de funcionários da empresa brasileira.

Outros documentos importantes são o contrato de locação do estabelecimento americano e finalmente o contrato de trabalho ou a carta especificando as funções que o empregado irá desempenhar na sociedade americana. Finalmente, panfletos com material de marketing, especificando os produtos a serem fabricados e vendidos. Com isso se veda qualquer possibilidade de fraude para obtenção do L1.

Finalmente há que se ressaltar que o visto L1 é temporário. É necessário definir-se quanto tempo o profissional, seja na área gerencial ou diretiva, seja na área técnica de especialização será necessário na filial ou subsidiária americana. Esse tempo vai balizar o tempo de concessão do visto L1.

O outro visto temporário é o visto H-1B. Este tipo de visto se destina a trazer empregados para trabalhar para uma empresa americana por tempo determinado (esta empresa não precisa ter qualquer equivalente ou vinculação com uma empresa brasileira). Há vários requisitos: (1) a função a ser desempenhada pelo empregado há de ser condizente com a experiência curricular-acadêmica do solicitante.

Assim, um engenheiro não pode vir trabalhar numa função que não seja a de engenheiro. (2) há que existir um contrato de trabalho entre o profissional que está sendo contratado e a empresa que o está contratando. (3) há que ser uma função ou especialidade que não possa ser preenchido(a) por um profissional já residente nos EUA. Ou seja esse tipo de visto não pode representar perdas de oportunidades de trabalho para americanos ou residentes nos EUA.

Para isso, fazem-se algumas publicações em periódicos para saber se a vaga não possa ser preenchida por aqueles. Finalmente convém-se dizer que esse tipo de visto está cada vez mais difícil de ser obtido ou concedido. Há anualmente apenas 65.000 vistos a serem concedidos nesta tipificação H-1B.

Outro tipo de visto para residência temporária é o visto O1 . Este visto é concedido para pessoas de extraordinária habilidade ou conhecimento. Geralmente é concedido para cientistas, artistas e atletas com extraordinárias habilidades e reconhecimento em seu campo de atuação. Este visto também é analisado com muito rigor. É necessário que seja uma pessoa realmente reconhecida como excepcional em seu campo de trabalho. Normalmente concede-se a quem tenha recebido um prêmio Nobel ou prêmios nacionais de reconhecida reputação.

Na área acadêmica, preve-se para profissionais com inúmeras publicações de livros e trabalhos de reconhecida reputação nas respectivas áreas. Ou seja, não são profissionais de apenas talento, senão pessoas absolutamente extraordinárias de reconhecimento nacional e/ou internacional que farão parte deste distinto grupo de solicitantes ao visto O1.

Finalmente o outro tipo de visto de residência temporária é o visto E-2. O primeiro visto de que trataremos é o visto E-2 que dará direito ao solicitante de permanecer nos EUA até 5 anos, desde que preenchidos os requisitos básicos aqui identificados.

Em primeiro lugar, requer-se um investimento mínimo de US$100,000 (cem mil dolares) num negócio a ser constituído ou já existente. O negócio deve ser comercial/industrial e deverá ser sobretudo financeiramente viável. Entenda-se assim que a viabilidade estará pautada pelo requisito de que o negócio possa gerar mais do que o necessário para o imigrante e sua família subsistirem nos EUA.

Por exemplo, nessa categoria, seria admissível um investimento num restaurante ou qualquer outro negócio existente ou por existir. Portanto, nada de negócio virtual ou empresa de fachada e coisas do gênero. Há que ser um negócio real de natureza comercial ou industrial. Ainda com referência ao visto E2 , a origem dos fundos há que ser obviamente lícita.

Os recursos do investimento podem estar no exterior ou mesmo nos EUA, mas devem ser sempre previamente comprovados. Após o período do visto, o visto E2 poderá ser renovado desde que comprovado o êxito do investimento originário ao qual se vinculou o primeiro pedido. Todavia este tipo de visto infelizmente não alcança aos brasileiros, pois requer-se se referir a cidadãos cujos países tenham tratados com os EUA e o Brasil não é um desses países.

Todavia, a Itália é um país com tratado. Assim cidadãos brasileiros com dupla cidadania, por exemplo, poderão requerer esse tipo de visto desde que o façam como cidadãos italianos.

Vamos agora examinar um tipo de visto relativamente recente que tem gerado muitas dúvidas. Trata-se do visto EB-5 que outorga direito ao solicitante, se aprovado o visto, de permanecer nos EUA em caráter permanente, ou seja na qualidade de “residente permanente”.

Há duas subespécies ou categorias do visto EB5. Há o visto a ser concedido pelo investimento do imigrante estrangeiro em que se requeira um investimento mínimo de US$500,000 . Chamemos este tipo de visto (apenas para efeitos de classificação e do nosso artigo), de EB5 ( categoria A) . No visto EB5 “categoria A” requer-se um investimento relativamente modesto.

Convenhamos, é o produto de venda de um apartamento no Rio ou em São Paulo, de três quartos! Todavia aqui há um “macete”. O imigrante, solicitante deste visto, não poderá escolher onde colocar seu dinheiro… ou seja existem já pré-qualificados em diversos pontos do território americano, diversos projetos de interesse do governo americano em promover. São os chamados “designated Regional Centers”, ou seja, “Centros Regionais designados”.

Geralmente, áreas onde há um nível grande de desemprego sob a ótica do governo dos EUA ou ainda em áreas em que os EUA tenha interesse de promover o crescimento econômico. Sem prejulgar, mas o leitor poderá conceber que são investimentos de maior risco. O raciocínio é simples e lógico. Se há uma área onde já pré-exista um nível grande de desemprego, talvez porque a área a desenvolver não seja lucrativa… e portanto oferecendo a possibilidade do imigrante de investir um valor menor, mas em contrapartida, fazendo que o investidor assuma um risco maior; “obrigando-o” ( por assim dizer) , a colocar seu dinheiro num tipo de investimento em que normalmente ele/ela não o faria em primeiro lugar.

O segundo visto , em meu julgamento é mais interessante. Digamos o visto EB 5 (vamos chamá-lo de “categoria B “). Neste, requer-se um investimento bem maior, ou seja, US$1 milhão de dolares, mas em contrapartida, admite-se que o solicitante ao visto tenha plena liberdade de escolher onde investir seu dinheiro.

Poderá ser um investimento comercial ou industrial já existente ou por existir. Aqui como em todas as espécies de vistos EB, a origem dos fundos deve ser comprovada e ser absolutamente legítima. Aqui como nas demais espécies de visto EB, o pleiteante deverá estar munido de um plano de negócios, um plano de marketing e de viabilidade micro-econômica. Um ponto igualmente importante em todas essas espécies de visto EB aqui considerados será a capacidade do investimento estrangeiro nos EUA de gerar empregos.

Assim, quanto maior a geração de empregos nos EUA através do projeto de investimento EB, maiores as chances dele ser aprovado e assim possibilitar ao solicitante a concessão do visto.

Texto originalmente publicado no jornal AcheiUSA.

 

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