Nossos estudantes do mês são da colônia francesa no Caribe: Guadeloupe

Quase não dá para ver no mapa, mas elas estão lá. Um conjunto de ilhas bem pequenininhas no Caribe: Guadaloupe. A área ainda é uma colônia francesa (e eu nem sabia que o país existia e que muito menos a França ainda tinha colônia).

Um grupo de estudantes entre 13 e 19 anos veio para um mês de atividades de verão em uma escola de inglês aqui perto de casa e como somos Host Families recebemos o Willy e o Jordy, 15 e 16 anos, respectivamente.

Apesar de falarem francês, eles são caribenhos e mantém o estilo de vida e simpátia caribenha. São dois amores de adolescentes. Como é de costume de todos os estudantes internacionais que vêm para intercâmbio nos Estados Unidos, eles trouxeram presentes para nós: duas xícaras e dois descansos de pratos estampados com o mapa das ilhas e as frutas mais comuns por lá.

Ter os dois aqui em casa está sendo o máximo. Eles ficam até o início de agosto. Ver os dois descobrirem novos tipos de comida tem sido muito engraçado, por exemplo: eles nunca haviam experimentado mac&cheese, maionese, suco de romã, pumpkin pie e por aí vai.

Adoramos receber nossos estudantes. Já tivemos a honra de receber em nossa casa estudantes dos seguintes países: Japão, Brasil, Espanha, Equador, Arábia Saudita, Oman (para quem não sabe é um país no oriente médio), França e agora do Caribe.

Vejam as fotos:

  • Jantar, sempre uma nova descoberta para eles.
  • Fazendo um bolo para levar para a escola
  • Flagra
  • Passeio na praia de Fort Laurdedale
  • Passeio na praia de Fort Laurdedale

 

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Comemorar o 4 de Julho é tradição para os americanos

O feriado de 4 de Julho – Independência dos Estados Unidos – é a segunda data mais celebrada pelos americanos. Todos os anos, eles fazem questão de celebrar a data com muitos fogos de artifícios, piqueniques e bandeiras penduradas na porta de casa. O feriado só perde para o Thanksgiving (Dia de Ação de Graças) – comemorado na última quinta-feira em novembro.

A tradição vem desde as comemorações no dia 4 de julho de 1776 quando foi assinada a Declaração de Independência das 13 colônias americanas, que finalmente estavam livres do domínio britânico. Desde então, os estados começaram a comemorar a data, inicialmente com tiros de canhões e mais tarde com fogos de artifícios e muito piquenique nos parques.

E comum também a realização de feiras nas cidades menores. As cores da bandeira do país estampam as barracas e à noite colorem o céu nos fogos de artifícios.

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Alunos atletas usam o esporte para chegar à faculdade

Aproveitando oportunidade de defender times escolares, jovens brasileiros podem realizar o sonho de cursar uma faculdade americana

 

Praticar esporte além de ser bom para a saúde também pode lhe render uma faculdade grátis nos Estados Unidos. O benefício não é para todos, mas quem consegue como o brasileiro Marconi Machado, de 32 anoPraticar esporte além de ser bom para a saúde também pode lhe render uma faculdade grátis nos Estados Unidoss, garante que vale a pena principalmente quando termina os quatro anos de faculdade sem nenhuma dívida com as instituições, que em alguns casos pode ultrapassar o valor de um imóvel. Ele usou a sua própria experiência para criar uma empresa, a Golden Goal Sports, que oferece assessoria a jovens atletas brasileiros em busca do sonho americano.

“Vi muito atleta ser abandonado pelas empresas de assessoria que prometiam demais e não podiam cumprir”, lembra o ex-jogador de futebol que agora além de comandar a Golden Sports também é treinador da divisão sub-16 do Flórida Rush Soccer Club em Orlando. Em 2013, ele se juntou ao também ex-jogador brasileiro de futsal Gustavo Brasil para direcionar o foco da empresa para o jovem atleta que ainda está cursando a High School (o ensino médio no Brasil).

Ele lembra que é nesse momento que o atleta precisa de assessoria adequada, não só para mostrar todo o potencial, mas também para continuar nos estudos. “Nem todos vão ser grandes atletas, mas eles podem contribuir para os times escolares e em troca conseguir um grande apoio para terminar os estudos”, resume o treinador.

A Golden Goal Sports não oferece bolsas de estudos para os atletas, garante Marconi, mas oferece a oportunidade para que os mesmo mostrem seu valor esportivo para as faculdades americanas e a partir daí depende do próprio jogador. Mesmo que o carro chefe da empresa e das faculdades seja o futebol, há interesse nos jogadores de vôlei, basquete, tênis, golfe e nadadores. “Os Estados Unidos investe muito no esporte”, lembra o treinador.

Caminho

A assessoria para esses jovens que já demonstram potencial esportivo funciona da seguinte maneira: o atleta/estudante contrata a assessoria esportiva (a Golden oferece vários pacotes) que o leva para um treino, tipo peneirada, de dez dias em Orlando. Os que se sobressaem são indicados para clubes onde, se contratados, podem defender a bandeira do time. Os olheiros profissionais estão sempre à busca de novos atletas e dispostos a oferecer até 100% de bolsa de estudos em faculdades americanas para ter um bom esportista defendendo o nome da instituição em competições nacionais. “Tudo depende da vontade do atleta, mas ter nota boa na escola é fundamental”, avisa Marconi.

Marconi explica que no início o atleta/estudante precisa custear as próprias despesas. Se estiver no Brasil, por exemplo, ele é responsável pelo transporte, visto e alojamento. A assessoria pode oferecer ajuda na obtenção do visto e pacotes com mais vantagens. Ele conta que a maioria dos atletas brasileiros vem para os EUA em época de férias.

O treinador conta que a sua experiência foi fantástica. Quando foi escolhido para jogar pelo time da Eckerd College, em Pittsburgh (FL), ele ganhou bolsa de 100% e fez o curso de comércio exterior durante os quatro anos que defendeu o time da faculdade. “Eu aproveitei e fiz todos os cursos que podia, aquilo era uma oportunidade única. Quando terminei sabia que não iria ser um jogador profissional, mas já tinha a ideia de abrir meu próprio negócio”, lembra.

 

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Reportagem originalmente publica pelo jornal brasileiro AcheiUSA-  edição 496 (agosto de 2013)

Escolas públicas americanas abrem as portas para os estudantes internacionais

Cidades pequenas onde sobram vagas no ensino médio arranjaram um jeito de ocupar as cadeiras vazias e de quebra conseguir mais recursos para a escola

Newcomb, New York – Quando o desemprego levou as famílias da cidade para outros centros urbanos, a escola pública de ensino médio em Newcomb (NY) ficou em uma encruzilhada: fechar as portas ou juntar-se a outros distritos escolares.

Em 2007, no entanto, o distrito escolar percebeu que poderia dar uma reviravolta na situação. As cadeiras vazias da escola poderiam gerar renda para a cidade. A escola abriu as portas para os estudantes internacionais dispostos a pagar $10 mil por ano para poder estudar em uma escola americana.

Newcomb é apenas um exemplo do número crescente de escolas, públicas e privadas, nos Estados Unidos que decidiram abrir as portas para os estudantes internacionais. Pesquisa nacional mostra que o número de estudantes internacionais no ensino médio nos EUA cresceu de 6.500 em 2007 para 65 mil em 2012.

Lei federal Americana limita o tempo que um estudante internacional (aqueles que chegam nos EUA com o visto F-1) pode ficar em uma escola pública, apenas um ano. Não há restrições para escolas particulares. O diretor executivo da Associação Americana de Administradores de Escola, Daniel Domenech, acredita que outras escolas vão seguir o exemplo de Newcomb devido as questões financeiras. “É uma questão de recursos para a nossa comunidade”, disse.

Domenech é ex-superintendente do distrito escolar do condado de Fairfax (Virginia). As escolas da região têm atraído estudantes do mundo inteiro devido a qualidade do ensino nas áreas de ciência e matemática. “Estudantes internacionais que frequentam nossas escolas, retornam para seus países com boa impressão sobre os Estados Unidos e podem ser nossos futuros aliados”, acredita.

Matrículas estavam caindo

Na escola de Newcomb, um prédio de dois andares construído em 1948, o número de matriculas estava caindo drasticamente. Com capacidade para 400 estudantes, a direção viu o corpo discente cair para 57 estudantes em 2006, se não fosse a ação rápida da direção escolar, a formatura da turma poderia ter apenas dois alunos em 2008.

Sete anos depois a escola da cidade já recebeu mais de 80 estudantes do ensino médio, vindo de 28 países e tem mantido o número de estudantes acima dos 100, anualmente. Cada aluno paga $5 mil por um ano de aula, e outros $5.500 para casa e alimentação. Tudo isso para uma chance de experimentar a educação americana e ter mais probabilidade de serem aceitos em uma faculdade ou universidade dos EUA.

O preço da anuidade vai diretamente para os cofres públicos e o valor da acomodação e alimentação vai para o bolso da família americana local que abriga o estudante.

O turco, Ipek Yildiz, de 19 anos terminou o ensino médio em Newcomb. “ A ideia principal não era uma escola perfeita, mas um inglês perfeito”, disse ele que foi aceito em uma faculdade turca onde o ensino é totalmente em inglês. O intercâmbio nos EUA deu a ele uma grande vantagem perante seus conterrâneos em sua terra natal.

A diversidade no ambiente escolar também tem atraiu americanos para a escola de Newcomb. Eles chegam interessados em fazer amizades e ter contato com pessoas de outros países.

Os dois maiores obstáculos enfrentados pelo programa seriam a baixa demanda de host families (família local que abriga o estudante) e as regras para os vistos de estudante.

Fonte: USATODAY – (Photo: Andy Duback for USA TODAY)

veja vídeo sobre a reportagem

 

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Disney contrata intercambistas brasileiros todos os anos

Número de brasileiros é tão grande que a gigante do entretenimento contrata intercambistas para auxiliar quem fala português

Todo ano nas férias de julho ou nas de fim de ano é assim – o número de visitantes brasileiros aumenta tanto nos parques da Disney que a empresa contrata dezenas de intercambistas do Brasil com objetivo de oferecer atendimento em português.  Como todo ano tem novidades em um dos seis parques da Disney, na Downtown Disney, e ou nos resorts (30 ao todo nos EUA), é necessária muita mão-de-obra. Não é à toa que a Disney é um dos maiores empregadores do estado da Flórida.

Os brasileiros trabalham principalmente entre novembro e março, e depois por um curto período em julho. Sempre durante as férias escolares no Brasil, já que os pré-requisitos são: estar cursando faculdade, ter 18 anos e saber falar inglês.

Os interessados podem procurar agências de turismo no Brasil que fazem o pacote ou buscar informações diretamente no departamento de contratações de intercambistas da Disney. Para aqueles que querem ficar mais tempo, o mesmo departamento oferece outros dois tipos de intercâmbio, inclusive com contrato de um ano. Todos os programas são remunerados em dólar.

Depois de tudo feito o intercambista vai morar em uma vila para funcionários dentro do complexo Disney, na Flórida ou Califórnia. De acordo com intercambistas de outros países que trabalham atualmente no parque Epcot, a experiência vale a pena. “Eu falo com pessoas do mundo inteiro. Tem sido uma grande experiência”, disse uma intercambista francesa que trabalha em um dos restaurantes mais movimentados dentro do parque.

Logicamente que, devido ao grande número de turistas, trabalha-se muito. “São horas regulares como qualquer emprego. Eu trabalho oito horas por dia e tenho os fins de semana livre para diversão”, contou um intercambista da Holanda que estuda na área de turismo e, quando voltar, quer empregar o que aprendeu na indústria holandesa de entretenimento.

Além de trabalhar no centro de diversão mundial e conhecer de perto a mágica que envolve os parques da Disney, os funcionários são os primeiros a usarem as últimas novidades em atrações nos parques. Em maio deste ano, o parque Magic Kingdom inaugurou a montanha russa dos sete anões. O brinquedo leva os turistas naqueles carrinhos das minas onde trabalham os sete anões por uma viagem ao mundo da Branca de Neve.

Mas as novidades não param por aí, praticamente todos os anos os parques mudam algumas de suas atrações. No Epcot, por exemplo, a última novidade é dar aos turistas a oportunidade de desenhar o seu próprio carro e vê-lo em ação em uma corrida virtual.

Geralmente, os brasileiros são alocados no serviço de atendimento ao público em atrações bem concorridas como Soarin, TestTrack e Mission Space. Outros trabalham diretamente na recepção. “Em dezembro e janeiro, o parque coloca intercambistas vestidos de verde e amarelo na portaria para recepcionar os brasileiros. É muita gente!”, revelou um dos seguranças do parque.

Dicas aos turistas

Algumas atrações nos parques da Disney são muito concorridas por isso existem os FastPasses. Usando seu cartão de entrada no parque é possível marcar hora para visitar determinada atração. A dica é marcar hora assim que chegar no parque em um dos quiosques eletrônicos, porque por volta das 17h os FastPasses acabam.

Desde 2013, a Disney criou o sistema de pulseiras eletrônicas para os turistas que ficam em um dos seus hotéis dentro dos parques. Com a pulseira é possível entrar e sair dos parques, dos hotéis e marcar hora para as atrações mais concorridas. Para os outros turistas a entrada agora é um cartão magnético.

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Como funciona o visto EB-5 para negócios nos EUA

 Mercado americano atrai cada vez mais brasileiros com recursos para investir e com vontade de deixar o Brasil

 Enquanto alguns brasileiros tentam entrar nos EUA a nado e são presos na praia outros encontram as portas abertas e embarcam em uma aventura financeira com altas probabilidades de sucesso, acima de 90% de aprovação garantida. De quebra levam green card temporário por dois anos e depois disso ganham a residência permanente e, dentro do prazo de cinco anos, recebem a cidadania americana. Esse é o caminho que muitos brasileiros com patrimônio entre 500 mil a um milhão de dólares estão fazendo.

Renata Castro Alves, gerente de projetos da Exclusiva Visas (empresa que oferece assessoria na obtenção do visto de investidor), acredita que pelo menos 15% da clientela da sua empresa é brasileira. “Todos os dias temos ligações de brasileiros interessados nesse tipo de investimento porque percebem ser uma ótima opção para se tornarem residentes”, afirma a executiva, que aposta no aumento da demanda assim que o preço do dólar em relação ao real voltar a um patamar mais aceitável.

Renata conta que as histórias se repetem. Na maioria, os interessados são pessoas que foram vítimas da violência, principalmente em São Paulo, e agora querem encontrar um lugar mais seguro para educar os filhos. “Tem um interesse comercial no EB-5, mas existe, por parte dos brasileiros, um interesse emocional muito grande na chance de morar fora do Brasil. Alguns de meus clientes sofrem de síndrome do pânico porque não se sentem seguros no Brasil. São pessoas que foram sequestradas, tiveram suas casas ou empresas roubadas mais de uma vez e agora querem outro estilo de vida”, revela a gerente de projetos. Ela garante ainda que a cada 10 ligações de interessados no EB-5, sete são de brasileiros, deixando os chineses e russos para trás.

O advogado Anthony Korda, ele mesmo um ex-investidor vindo da Europa, lembra que os centros regionais de investimento representam um negócio mais eficaz e com maiores chances de sucesso do que abrir seu próprio negócio e correr o risco, sozinho, de falhar. “A maioria desses centros fica localizada em áreas estratégicas, já passou por um processo de aprovação e muitos estão funcionando, por isso 95% dos investidores preferem investir em um centro regional ao invés de abrir o próprio negócio”, argumentou o investidor que deixou a Inglaterra em 2006 usando o mesmo sistema adotado agora pelos brasileiros.

Para o empresário americano Joe Slodoba, o investimento estrangeiro foi um bom negócio. Ele é dono da rede de restaurantes VooDoo Barbecue and Grill e para cada quatro restaurantes abertos por ele há dez investidores estrangeiros, sendo que cada loja emprega cerca de 67 pessoas, direta e indiretamente. “Foi uma excelente alternativa e planejamos ampliar o número de lojas, chegando a Boca Raton no início de 2014”, lembra ele que inaugurou sua mais nova loja em outubro em Fort Lauderdale.

Veja como funciona o visto EB-5 para negócios nos EUA:

Como funciona o visto EB-5? E a família do investidor também é beneficiada?

O visto EB-5 foi criado para atrair investidores estrangeiros, em contrapartida o governo americano oferece green card provisório de dois anos e, se o negócio em que ele investiu continuar existindo e empregando pelo menos 10 pessoas, o investidor tem direito a requerer residência permanente. Dali a três anos, se quiser, pode requerer a cidadania americana. Mas o investimento tem que ser de 500 mil ou um milhão de dólares, não existe valor intermediário. E o negócio em que ele vai investir o dinheiro precisa estar em uma área designada pelo governo e aprovado pelo governo como um empreendimento que se qualifica para investimento estrangeiro. O negócio precisa ser uma nova empresa. A família do investidor, incluindo esposa e filhos abaixo de 21 anos, também consegue o benefício do green card. Ele investe no negócio, mas não é dono ou tem nenhum tipo de envolvimento na administração, é apenas o dinheiro dele que entra como um empréstimo e ele recebe de volta parte do dinheiro após cinco anos. Em alguns casos quase todo o dinheiro de volta.

Quem pode ser o investidor?

Não é qualquer pessoa que pode investir. Ele precisa provar de onde veio o dinheiro. Nisso os brasileiros estão se dando bem, porque já vêm de uma tradição tributária forte, por isso, na maioria das vezes, os brasileiros investidores têm toda a documentação correta e não acham nada difícil o EB-5, por isso são aprovados mais rápidos do que outros países. Normalmente esse processo leva de quatro meses a um ano. Para garantir o sucesso de cada investidor, nós fazemos um diagnóstico completo do cliente antes de apresentar os projetos aptos a receber investimentos, se ele não passar pelos critérios, não segue adiante.

O investidor pode abrir seu próprio negócio ao invés de investir em um empreendimento já designado pelo governo americano?

Sim pode. Mas quando vê que 500 mil dólares não é o suficiente para abrir nenhum tipo empreendimento aqui nos EUA com 10 empregados em período integral, pagar as taxas e se manter o tempo necessário para se qualificar para o green card permanente ele desiste. O investidor percebe que o melhor negócio é encontrar uma oportunidade de investimento dentro dos centros regionais estabelecidos pelo governo americano. Mas a dica é saber escolher esse negócio em que ele vai investir, porque se o negócio fechar as portas antes dos dois anos o investidor vai perder o green card. Por isso a necessidade de escolher uma empresa competente para assessorá-lo. É como um casamento com um cidadão americano, a diferença é que o investidor ‘casa’ com uma empresa americana.

 Tem muitos brasileiros investindo nos EUA?

 Todo dia recebemos telefonemas de brasileiros interessados em sair do Brasil e morar definitivamente nos EUA. São empresários que não encontram o mesmo tipo de segurança e estilo de vida no Brasil. São pessoas que já sofreram algum tipo de violência como sequestro, assalto, roubo e querem um local mais seguro para criar os filhos. Muitos continuam entre os dois países, deixando a família nos EUA e mantendo somente negócios no Brasil. Tivemos vários clientes brasileiros aprovados.

 Quais são as dificuldades em conseguir aprovação no processo de EB-5?

A parte mais difícil é provar de onde vem o dinheiro investido. Muitos países têm taxação diferente dos EUA e as pessoas acabam usando muito dinheiro por baixo do pano o que dificulta. Os EUA também querem evitar ao máximo a lavagem de dinheiro, por isso a fonte dos recursos é um grande problema na hora do EB-5. No lado brasileiro isso não é problema, o Brasil exige muitos documentos de seus cidadãos. É nesse momento que a burocracia brasileira ajuda o interessado a emigrar para os Estados Unidos. São tantos detalhes que nosso trabalho, como advogados de imigração especializados em EB-5 fica fácil.

Mas, por outro lado, alguns que hoje estão bem financeiramente lá já estiveram aqui e ficaram além do permitido. Isso é um problema. Outra coisa difícil para os brasileiros é entender os riscos de investir 500 mil em um projeto. Ele precisa estar seguro que se o projeto falhar ele pode perder o green card, mas se for feito de maneira correta as chances de sucesso são muito grandes, acima de 90%. O brasileiro também quer saber qual será o retorno financeiro disso. O retorno é conseguir a cidadania americana. O visto EB-5 não faz ninguém rico.

Que tipo de empresário brasileiro quer investir nos EUA? 

 Por lei é muito difícil conseguir um visto de trabalho, por isso o EB-5 tem sido visto como grande opção para brasileiros que podem investir. Principalmente, porque assim que seu green card é aprovado ele pode começar a desenvolver suas atividades nos EUA legalmente.

Os brasileiros se sentem atraídos por terem uma grande comunidade aqui, principalmente na Flórida. São médicos, advogados, juízes que querem continuar trabalhando na sua área e encontram no EB-5 uma opção segura e rápida para conseguir o green card. São pessoas que querem uma oportunidade de imigrar legalmente. As razões são várias, inclusive sair do Brasil por questões de segurança.

 É possível vir para os EUA com o visto de turista ou estudante, abrir o próprio negócio e se qualificar para o visto EB-5?

Ele precisa saber que 500 mil dólares não será suficiente para abrir um negócio nos EUA e manter 10 empregados em tempo integral. Profissionais como advogados, médicos e juízes não precisam empregar tanta gente, por isso para eles essa opção de abrir o próprio negócio nem sempre funciona. Se investir um milhão de dólares, o teto para o EB-5, e o projeto dele falhar em dois anos enquanto ainda tiver o green card provisório, ele e toda sua família serão obrigados a sair dos EUA. Já com o centro regional ele não está envolvido em nada do projeto, é somente o dinheiro que ele investe e pronto. Os centros regionais são geralmente projetos grandes com vários investidores e os empregos indiretos contam, o que facilita. Vim como investidor, a empresa que hoje eu tenho aqui, nunca se qualificaria para o EB-5.  Existe outro tipo de visto o L1, mas não é oferecido para os brasileiros e somente dura cerca de sete anos.

Recentemente a mídia americana publicou notícias sobre a fraude no visto EB-5. O que você pode falar sobre isso?

Nós temos vistos muitos profissionais oferecendo assessoria em visto EB-5, pessoas sem licença para oferecer esse serviço. Os riscos que o investidor corre são muito grandes. Temos informação de pessoas que investiram em um projeto em Orlando, colocaram todo o seu dinheiro e quando solicitaram o green card, o que só pode ser feito após a entrada no dinheiro nos EUA, a imigração americana negou o pedido. Isso aconteceu porque o projeto escolhido pelo investidor não era um projeto qualificado para dar visto a ele. Foi uma assessoria equivocada. É preciso muito cuidado ao escolher o projeto e a assessoria. Nada é perfeito. O visto EB-5 é um meio de se tornar um residente legal dos EUA e não de oferecer retorno financeiro.

É uma pena que essas coisas estejam acontecendo, mas por outro lado mostra que mais e mais pessoas estão interessadas no visto EB-5. Quando comecei em 2006 existiam apenas três centros regionais nos EUA, agora são 454 centros e inúmeros projetos em cada centro. Infelizmente é inevitável que surjam fraudes, mas agora o governo americano está mais envolvido com o assunto, porém ainda não existe um departamento regulador. Meu conselho é que fiquem alertas quando os projetos prometem retorno financeiro muito alto, normalmente o retorno é entre 0% a 2%. Outra dica é escolher projetos que durem pelo menos até o investidor por as mãos em seu green card permanente, se o projeto falir depois que ele foi aprovado para o green card permanente o visto do investidor e sua família não é afetado.

Quais são os centros regionais de investimento na Flórida?

Tem muitos projetos disponíveis. A rede de fast food Voo Doo é um deles. Todos os investidores já foram aprovados e estamos esperando outra grande rede de restaurantes chegar no sul da Flórida em 2014. Essa nova rede Twin Peaks será expandida com investimentos estrangeiros, inclusive de brasileiros. Para cada dois restaurantes Twin Peaks haverá 19 investidores. Mais informações sobre os centros regionais aprovados pelo governo podem ser encontradas no site do departamento de imigração americana. Vale lembrar que esses projetos dos centros regionais não têm investimento público, eles são todos privados.

 

Texto publicado originalmente na edição 476 do jornal AcheiUSA

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Escolas públicas na Flórida oferecem cursos de idiomas a baixo custo

Muitas escolas públicas no sul da Flórida oferecem cursos de idiomas a baixo custo, principalmente o inglês. Entretanto, antes de se matricular em cursos como esse é bom saber quem pode e quem não deveria pleitear uma vaga, e as consequências. Cada condado oferece periodicamente uma lista das escolas e os cursos oferecidos, que se chamam Community Schools – Educação para Adultos.

No condado de Broward, por exemplo, o preço pelo período, que geralmente dura três meses e meio, é de $120, mais a taxa de $10 pela matrícula e outros $10 pelo teste de nivelamento. As aulas acontecem de segunda a quinta-feira, algumas escolas oferecem curso diurnos e noturnos. Esse valor é para os não-residentes na Flórida – pessoas que não podem provar que moravam no estado nos últimos 12 meses.

Para provar que morava no estado, o aluno precisa comprovar residência na Flórida. Para os residentes o custo das aulas é de $30, mais as duas taxas.

 

Concurso 2019 de Bolsas de Estudos nos EUA

Mas todos podem se matricular?

A diretora do Centro de Assistência ao Imigrante (IAC) – ONG criada na Flórida para oferecer orientação aos imigrantes –  Ester Pereira, informa que, de acordo com o USCIS (United States Citizenship and Immigration Services), estrangeiros com visto de turista não podem se inscrever nesses cursos nos Estados Unidos. “O portador do visto de turista não pode usufruir dos serviços públicos”, explica.

De acordo com o IAC, mesmo que a fiscalização possa demorar em localizar esse tipo de infração, há a possibilidade de cedo ou tarde os dados do imigrante serem cruzados em diferente esferas do governo e o turista acabar tendo problemas no futuro. “Hoje em dia, a informática está ajudando no armazenamento de dados, por isso não estranhe se quando for renovar o visto, o mesmo seja negado”, lembra a diretora.

Ela relata a história de uma família brasileira que procurou ajuda no IAC, depois que teve o visto de estudante negado. A família tinha visto de turista e matriculou o filho em escola pública. Ao tentar mudar o status do visto de turista para visto de estudante, a família teve o visto de turista cancelado, e o visto de estudante negado.

Por outro lado, quem está legalizado no país, com visto de estudante, por exemplo, pode se matricular nesses cursos oferecidos pelas escolas públicas sem problemas. Os cursos podem ser uma excelente alternativa para melhorar o idioma rapidamente e fazer amigos.

Vale lembrar que as mesmas escolas oferecem uma vasta lista de cursos noturnos abertos à comunidade como na área de informática, beleza, educação, fitness e desenvolvimento pessoal. Veja o catálogo com o que é oferecido pelas escolas públicas nos três condados mais populosos do estado da Flórida: Broward, West Palm Beach e Miami-Dade

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Community Colleges nos Estados Unidos também oferecem cursos de inglês

diploma

 Os cursos de inglês nos Community College nos Estados Unidos são muito bons, mais avançados do que uma escola de inglês comum. Porém, são diferentes dos oferecidos por escolas de idiomas.  Em uma escola de inglês o aluno faz o General English e decide quantas semanas quer fazer. Dependendo da escola custa  cerca de  $1200 por mês, de segunda a sexta-feira com aulas das 9am às 1pm. Tem escola mais barata e mais cara, depende da localidade e da qualidade. O sistema de ensino é como as escolas de inglês no Brasil.  Os Community Colleges funcionam de outra maneira.

No Broward College em Davie, Flórida, por exemplo, funciona da seguinte maneira: são oferecidas aulas de SPEAKING/LISTENING I, II e II ; ESL READING I, II e III; ESL GRAMMAR/WRITING I, II e III;  e outras de aulas de redação (composition) e comunicação (comunication).

São aulas que fazem parte da grade escolar de cursos profissionalizantes e cursos de graduação que o BC oferece, por isso cada aula dessas equivale a 3 créditos (*). Os créditos são adicionados ao seu curriculum escolar, assim como as outras disciplinas especificas do seu curso, visando a sua graduação em dois ou quatro anos.

Os alunos estrangeiros fazem primeiro um teste de nivelamento para definir em que aula ele deveria ser matriculado. O mesmo aluno pode ser matriculado em diferentes níveis de cada disciplina – frequentado, por exemplo, Speaking I, Reading II e Grammar III.

Cada aula dura, no verão, de 6 a 14 semanas, no resto do ano geralmente são 6, 12 ou 16 semanas.  Se o aluno não for aprovado, ele precisa refazer a disciplina.

Os encontros são semanais de 2 a 4 dias por semanas. Algumas aulas são realizadas terças e quintas-feiras, outras de segunda à quinta-feira. Dependendo da aula, o aluno pode escolher entre turmas matutinas ou noturnas. A duração de cada aula varia de 1h35 minutos a 3horas e meia.

 
Por exemplo:
Aula/disciplina: Speaking/Listening I

Duração: 12 de maio a 10 de agosto de 2014

Horário: 12pm às 1:50pm

Dias: terças e quintas-feiras

Local: Campus North

Valor: $337,70 para moradores do estado e $1.109,00 para estrangeiros.

 

 

Aula: ES Reading I

Duração: 12 de maio a 23 de junho / ou 23 de junho a 10 de agosto de 2014

Horário: 10am – 1:50pm ou 6pm-7:50pm

Dias: de segunda a quinta-feira

Local: oferecida em vários campi

Valor: $337,70 para moradores do estado e $1.109,00 para estrangeiros.

 

Alguns communities colleges oferecem cursos livres em várias áreas, entre elas cursos de idiomas. Geralmente são chamados de Continuing Education (Educação Continuada). O BC oferece cursos de redução de sotaque e inglês avançado. Esses cursos duram dois meses com encontros uma ou duas vezes na semana, ideal para quem quer já está estudando inglês e quer dar ênfase em alguma área. Valores de $165 a $355.

 

Caso: Yahia é um estudante de Oman (Oriente Médio). Ele chegou à Flórida em novembro de 2013 para um curso de General English em uma escola de idiomas em Fort Lauderdale. Nós fomos sua host Family por aqui. Seu objetivo nos EUA era fazer o curso de Técnico em Administração de Aeroportos. Após algumas pesquisas ele encontrou o curso no Broward College.

Eu fui sua intérprete na reunião ocorrida em dezembro de 2013 com a responsável pela admissão de alunos internacionais. Yahia queria transferir seu visto de estudante da escola de idiomas em Fort Lauderdale para o BC, começar as aulas de inglês no BC o mais rápido possível, e paralelamente, dar início ao seu tão sonhado curso técnico.

A responsável pela matrícula de alunos internacionais explicou que:

  • há datas para o envio da documentação;
  • se ele quisesse começar as aulas em janeiro ele deveria ter enviado a documentação em outubro do ano anterior;
  • provavelmente ele não poderia entrar direto em nenhuma disciplina específica do curso técnico porque ele precisaria primeiro estar fluente no inglês;
  • antes de frequentar as aulas de inglês ele precisaria fazer um teste de nivelamento;
  • por ser um estudante internacional ele precisaria comprovar que tinha recursos para pagar todo o curso ($25 mil);
  • o visto de estudante que ele tinha no momento estava ligado a atual escola de inglês em Fort Lauderdale, por isso, se ele decidisse abandonar a escola para cursar aulas de inglês no BC seu visto provavelmente seria cancelado e ele ficaria ilegal.

Em resumo, Yahia pretendia começar aulas do curso técnico no BC em janeiro, mas vai ter que esperar até o verão deste ano para dar início as aulas de inglês no BC. Ele, provavelmente deve começar alguma disciplina do curso de administração em 2015. Tudo isso porque veio para os EUA sem a informação correta.

(*) Leia o post “Entendendo o sistema de ensino na pós-graduação nos Estados Unidos” para saber mais sobre community colleges e universidades nos EUA

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Alternativas de telefonia celular nos Estados Unidos para imigrantes

Como no Brasil, as operadoras de telefonia celular nos Estados Unidos oferecem duas opções: contrato ou pré-pago. . Na opção, por contrato, os aparelhos podem ser adquiridos por preço bem baixo, mas o contrato mínimo é de dois anos, depende da promoção do momento. O cliente recebe a conta mensalmente e, se o cliente quebrar o contrato, a multa é alta. O outro problema é que 99% das companhias exigem comprovação de endereço e SSN (social security number), o CPF americano. Para quem não gosta da ideia de assinar contrato, ou não pode, a opção é comprar pré-pago.

Concurso 2019 de Bolsas de Estudos nos EUA

 

As opções de companhias, pacotes e aparelhos são inúmeras. Para quem está chegando e pensa em como vai ligar para a família no Brasil e amigos nos Estados Unidos, ai vão algumas dicas:

1)    Há dois tipos de tecnologia, a GSM e a CDMA;

2)    Um celular de tecnologia CDMA não tem o SIM card (o cartão SIM que contém todos os seus números de telefone); se o aparelho quebrar você só vai poder comprar outro que a sua companhia permitir; geralmente você compra o celular com o número de telefone e esse número pertence aquele aparelho; em caso de troca de operadora, algumas aceitam o mesmo número outras não;

3)    Um celular de tecnologia GSM – muito popular nos EUA. Esse aparelho tem o SIM card e, se quebrar, você compra outro, troca o SIM card e pronto;

4)    Se o turista ou estudante for ficar por poucos dias, a opção é trazer seu celular, fazer o download de aplicativos como o LINE e o Whatsapp. Através dos dois é possível manter contato com a família por mensagem de texto;

5)    Para quem pretende ficar por longo período nos Estados Unidos, trazer o aparelho de celular desbloqueado também pode ser uma boa opção. Dependendo do aparelho, é possível comprar o SIM card, paga-se uma taxa de instalação, e a mensalidade é algo em torno de $50 (depende da operadora escolhida). Esse preço inclui ligações, mensagem de texto e internet.

6)    Na opção pré-pago, o cliente compra o pacote, que geralmente inclui o aparelho celular e um mês de ligações, mensagem de texto e internet. Após isso, o cliente compra um cartão (preços variados) e inclui os créditos através de um código. Algumas operadoras oferecem a comodidade de fazer tudo por telefone. O cliente liga para a operadora e põe créditos usando cartão de crédito do banco onde se tem a conta corrente. A maioria dos pacotes inclui mensagem de texto, internet e ligações ilimitadas. Mas cuidado, leia o manual com atenção, os mais baratos oferecem apenas minutos de ligações e às vezes a qualidade da internet é tão baixa que acaba sendo apenas uma dor de cabeça. Ligar dos Estados Unidos para o Brasil tem taxa extra. Consulte sua operadora antes de comprar o pacote.

7)    Outra opção para ligar para o Brasil é adquiri pacotes de minutos através de companhias de ligações internacionais. Por exemplo: você tem seu telefone com a companhia XYZ e paga $50 por mês (ligações dentro dos EUA, mais mensagem e internet), a mesma operadora oferece um pacote separado de $15 por mês para ligações para o Brasil. Você tem a opção de comprar esse pacote de ligações para o Brasil com a XYZ ou comprar pacote de ligações para o Brasil com a companhia ABC que oferece melhor preço por minuto para o Brasil.   A ABC vai te dar um número local nos EUA, e indicar um número local no Brasil que a sua família pode usar para te ligar. A operadora ABC faz a conexão entre vocês. O número de brasileiros nos EUA tem crescido muito por isso muitas companhias oferecem atendimento em português.

8)    A diferença entre o pacote da XYZ e o pacote da ABC é que na primeira o cliente paga a mesma quantia mensalmente, na segunda você só vai pagar quando os minutos acabarem.

9)    Antes de comprar o pacote pergunte se a operadora está oferecendo desconto para segunda e terceira linha.

10)Velocidade da internet – 2G, 3G e 4G. Apesar do 4G ser o mais popular nos EUA, ainda existem aparelhos oferecendo 2G e 3G.

Uma mesma operadora pode oferecer vários pacotes, cada um vem com um aparelho diferente. Quanto mais caro o pacote, melhor o aparelho. Pacotes mais baratos oferecem aparelhos de baixa qualidade. Cotação feita em maio/2014 na Flórida mostra que os preços dos pacotes disponíveis no mercado variam de $15 a $649. A recarga ou mensalidades variam de $15 a $100. Veja  abaixo alguns exemplos das alternativas de telefonia celular nos Estados Unidos para imigrantes:

Opções de preço para pré-pago (*)

Data (maio/2014)

Operadora: Net10
Tecnologia: GSM
Valores dos pacotes no mercado: $100 (4G), $64,88 (4G)
Opções de crédito: $50
 
Operadora:  Walmart Family
Tecnologia:GSM
Valores dos pacotes no mercado: $50 (aparelho simples), $300 (galaxy GS3)
Opções de crédito/mensal: $39.88, segunda linha $24.88
 
Operadora: T-Mobile

Tecnologia: GSM

Valores dos pacotes no mercado: $39.88 (3G), $ 129.88(4G)
Opções de crédito:$10, $30, $50
 
Operadora: MetroPCS
Tecnologia: CDMA
Valores dos pacotes no mercado:$68.88, $78.88, $98.88
Opções de crédito:$40, $50, $60 e $70.

(*) A cotação de preço foi feita em uma loja do Wallmart na Flórida. Essa é a maior loja de varejo dos Estados Unidos. Preços podem variar e sempre há promoções em datas comemorativas e em alguns estados podem existir outras marcas e operadoras locais. A melhor opção é comprar o pacote de uma operadora que funcione em todo o território americano.

 

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Ser au pair nos Estados Unidos pode ser uma alternativa de intercâmbio

Conheça histórias e de quem já foi au pair e como isso mudou a vida delas

COLABORAÇÃO – LUCIANA PIRES

 Há 28 anos que jovens de vários diferentes países chegam todos os anos nos Estados Unidos como intercambistas participando do programa chamado “au pair” (que em em tradução livre do francês significa “ao par” ou “igual’’). Esse tipo de intercâmbio permite que jovens entre 18 e 26 anos venham para os EUA para estudar e trabalhar como babá para famílias americanas. Em troca de uma ajuda de custo semanal, as famílias têm uma babá a baixo custo, independentemente do número de crianças e com total disponibilidade de trabalho. Mas esse tipo de intercâmbio vale a pena para o brasileiro?

Ao todo são pelo menos 15 agências atuantes no mercado americano que oferecem esse tipo de intercâmbio. A maioria dos participantes são meninas, mas há casos de rapazes. As agências fazem a aproximação entre as famílias e os candidatos, mas cabe às famílias escolherem quem eles querem acolher em suas casas por um ano.

O contrato entre agência, família e o au pair (como também são chamados os participantes do programa) consiste em que o au pair trabalhará cuidando das crianças da família com uma carga horário máxima de 45 horas semanais, receberá um pagamento semanal, morará com a família e receberá uma bolsa de estudos paga pelas famílias no final do contrato. O objetivo desses jovens é na sua maioria de aperfeiçoar o inglês e conhecer os Estados Unidos. Já as famílias muitas vezes precisam de uma babá com total flexibilidade de horário para o trabalho, querem contato com uma nova língua/cultura e não quer querem pagar muito por isso.

Quando Giovanna Simionato, de 25 anos, saiu do Brasil em 2010 para ser au pair no estado de New York, sabia bem o que queria. Ela considerava importante desenvolver fluência em inglês e além disso sonhava em fazer um intercâmbio. Recém-formada em terapia ocupacional, ela veio para trabalhar cuidando de 3 crianças, duas delas gêmeos autistas. Para ela o programa trouxe mais do que a fluência no inglês “Ter sido au pair nos Estados Unidos, foi com certeza, uma das melhores experiências da minha vida! Vejo quantas coisas eu aprendi e outras que desenvolvi. Não foi apenas uma oportunidade para aprimorar meu inglês.  Fiz amizades com pessoas do mundo inteiro: Croácia, México, Alemanha, Equador e outros brasileiros. Viajei para muitos lugares inesquecíveis!’’ ressalta Giovanna.

Para Gesiele Miller, de 31 anos, a experiência não foi tão boa. O relacionamento com a primeira família não foi dos melhores, mas ela não desistiu. Segundo Gesiele a família não tinha paciência com a sua pouca proficiência na língua e não eram amistosos. Depois de 3 meses, ela entrou com um recurso junto à agência e trocou de família. ‘‘A nova família era ótima’’, lembra ela, que participou do programa quando tinha 26 anos. Gesiele conta que decidiu por esse tipo de intercâmbio depois de perder emprego duas vezes no Brasil por não falar inglês.

Pelas regras do programa, as famílias e o/a au pair podem solicitar a mudança, caso uma das partes não esteja satisfeita com a convivência ou por outros motivos. De acordo com um levantamento feito pela British Council, apenas 5% dos brasileiros sabem falar inglês. Logo, muitos dos jovens que participam do programa acreditam que o melhor nível de inglês irá ajuda-los na colocação do mercado de trabalho ou até mesmo em melhores posições.

Giovanna assume que ter voltado para o Brasil com o melhor nível de inglês a ajudou na hora de conseguir um emprego. Gesiele, que tinha o mesmo objetivo, acabou não voltando para o Brasil depois de terminar o programa em 2010. Ela se casou e hoje trabalha como analista de rede no banco Wells Fargo. “Eu vim achando que minha experiência aqui me ajudaria no Brasil, mas na verdade minha experiência no Brasil na área técnica me ajudou aqui. O programa au pair acabou sendo só uma aventura’’, conta ela.

O programa tem um contrato com o período mínimo de um ano e pode ser estendido por até mais um ano. O longo período de estadia e o retorno financeiro que o programa oferece, uma vez que o au pair estará trabalhando e não gastara com moradia e alimentação, são fatores que atraem muitos participantes para esse intercâmbio.

Para Martha Sanches, de 27 anos, o programa acabou se tornando um ponto de partida para uma nova vida. O programa, que só admite participantes maiores de 18 anos, já tinha se tornado seu sonho quando ela era ainda uma adolescente. Logo depois que completou 18 anos, Martha chegou nos Estados Unidos para morar em Maryland com inglês que ela aprendeu sozinha. Com o fim do seu contrato de au pair, no qual ela ficou por 18 meses, ela teve que voltar para o Brasil. “Antes de ir eu pesquisei como poderia voltar para os Estados Unidos e voltei como estudante’, conta ela que voltou com a mãe e o irmão para morar em New Jersey.

Em 2010 Martha se mudou para New York, fez o curso de fotografia, se formou em Liberal Arts e hoje assina o blog www.nyandabout.com.

Publicado no AcheiUSA.com

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