Alternativas de telefonia celular nos Estados Unidos para imigrantes

Como no Brasil, as operadoras de telefonia celular nos Estados Unidos oferecem duas opções: contrato ou pré-pago. . Na opção, por contrato, os aparelhos podem ser adquiridos por preço bem baixo, mas o contrato mínimo é de dois anos, depende da promoção do momento. O cliente recebe a conta mensalmente e, se o cliente quebrar o contrato, a multa é alta. O outro problema é que 99% das companhias exigem comprovação de endereço e SSN (social security number), o CPF americano. Para quem não gosta da ideia de assinar contrato, ou não pode, a opção é comprar pré-pago.

Concurso 2019 de Bolsas de Estudos nos EUA

 

As opções de companhias, pacotes e aparelhos são inúmeras. Para quem está chegando e pensa em como vai ligar para a família no Brasil e amigos nos Estados Unidos, ai vão algumas dicas:

1)    Há dois tipos de tecnologia, a GSM e a CDMA;

2)    Um celular de tecnologia CDMA não tem o SIM card (o cartão SIM que contém todos os seus números de telefone); se o aparelho quebrar você só vai poder comprar outro que a sua companhia permitir; geralmente você compra o celular com o número de telefone e esse número pertence aquele aparelho; em caso de troca de operadora, algumas aceitam o mesmo número outras não;

3)    Um celular de tecnologia GSM – muito popular nos EUA. Esse aparelho tem o SIM card e, se quebrar, você compra outro, troca o SIM card e pronto;

4)    Se o turista ou estudante for ficar por poucos dias, a opção é trazer seu celular, fazer o download de aplicativos como o LINE e o Whatsapp. Através dos dois é possível manter contato com a família por mensagem de texto;

5)    Para quem pretende ficar por longo período nos Estados Unidos, trazer o aparelho de celular desbloqueado também pode ser uma boa opção. Dependendo do aparelho, é possível comprar o SIM card, paga-se uma taxa de instalação, e a mensalidade é algo em torno de $50 (depende da operadora escolhida). Esse preço inclui ligações, mensagem de texto e internet.

6)    Na opção pré-pago, o cliente compra o pacote, que geralmente inclui o aparelho celular e um mês de ligações, mensagem de texto e internet. Após isso, o cliente compra um cartão (preços variados) e inclui os créditos através de um código. Algumas operadoras oferecem a comodidade de fazer tudo por telefone. O cliente liga para a operadora e põe créditos usando cartão de crédito do banco onde se tem a conta corrente. A maioria dos pacotes inclui mensagem de texto, internet e ligações ilimitadas. Mas cuidado, leia o manual com atenção, os mais baratos oferecem apenas minutos de ligações e às vezes a qualidade da internet é tão baixa que acaba sendo apenas uma dor de cabeça. Ligar dos Estados Unidos para o Brasil tem taxa extra. Consulte sua operadora antes de comprar o pacote.

7)    Outra opção para ligar para o Brasil é adquiri pacotes de minutos através de companhias de ligações internacionais. Por exemplo: você tem seu telefone com a companhia XYZ e paga $50 por mês (ligações dentro dos EUA, mais mensagem e internet), a mesma operadora oferece um pacote separado de $15 por mês para ligações para o Brasil. Você tem a opção de comprar esse pacote de ligações para o Brasil com a XYZ ou comprar pacote de ligações para o Brasil com a companhia ABC que oferece melhor preço por minuto para o Brasil.   A ABC vai te dar um número local nos EUA, e indicar um número local no Brasil que a sua família pode usar para te ligar. A operadora ABC faz a conexão entre vocês. O número de brasileiros nos EUA tem crescido muito por isso muitas companhias oferecem atendimento em português.

8)    A diferença entre o pacote da XYZ e o pacote da ABC é que na primeira o cliente paga a mesma quantia mensalmente, na segunda você só vai pagar quando os minutos acabarem.

9)    Antes de comprar o pacote pergunte se a operadora está oferecendo desconto para segunda e terceira linha.

10)Velocidade da internet – 2G, 3G e 4G. Apesar do 4G ser o mais popular nos EUA, ainda existem aparelhos oferecendo 2G e 3G.

Uma mesma operadora pode oferecer vários pacotes, cada um vem com um aparelho diferente. Quanto mais caro o pacote, melhor o aparelho. Pacotes mais baratos oferecem aparelhos de baixa qualidade. Cotação feita em maio/2014 na Flórida mostra que os preços dos pacotes disponíveis no mercado variam de $15 a $649. A recarga ou mensalidades variam de $15 a $100. Veja  abaixo alguns exemplos das alternativas de telefonia celular nos Estados Unidos para imigrantes:

Opções de preço para pré-pago (*)

Data (maio/2014)

Operadora: Net10
Tecnologia: GSM
Valores dos pacotes no mercado: $100 (4G), $64,88 (4G)
Opções de crédito: $50
 
Operadora:  Walmart Family
Tecnologia:GSM
Valores dos pacotes no mercado: $50 (aparelho simples), $300 (galaxy GS3)
Opções de crédito/mensal: $39.88, segunda linha $24.88
 
Operadora: T-Mobile

Tecnologia: GSM

Valores dos pacotes no mercado: $39.88 (3G), $ 129.88(4G)
Opções de crédito:$10, $30, $50
 
Operadora: MetroPCS
Tecnologia: CDMA
Valores dos pacotes no mercado:$68.88, $78.88, $98.88
Opções de crédito:$40, $50, $60 e $70.

(*) A cotação de preço foi feita em uma loja do Wallmart na Flórida. Essa é a maior loja de varejo dos Estados Unidos. Preços podem variar e sempre há promoções em datas comemorativas e em alguns estados podem existir outras marcas e operadoras locais. A melhor opção é comprar o pacote de uma operadora que funcione em todo o território americano.

 

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Ser au pair nos Estados Unidos pode ser uma alternativa de intercâmbio

Conheça histórias e de quem já foi au pair e como isso mudou a vida delas

COLABORAÇÃO – LUCIANA PIRES

 Há 28 anos que jovens de vários diferentes países chegam todos os anos nos Estados Unidos como intercambistas participando do programa chamado “au pair” (que em em tradução livre do francês significa “ao par” ou “igual’’). Esse tipo de intercâmbio permite que jovens entre 18 e 26 anos venham para os EUA para estudar e trabalhar como babá para famílias americanas. Em troca de uma ajuda de custo semanal, as famílias têm uma babá a baixo custo, independentemente do número de crianças e com total disponibilidade de trabalho. Mas esse tipo de intercâmbio vale a pena para o brasileiro?

Ao todo são pelo menos 15 agências atuantes no mercado americano que oferecem esse tipo de intercâmbio. A maioria dos participantes são meninas, mas há casos de rapazes. As agências fazem a aproximação entre as famílias e os candidatos, mas cabe às famílias escolherem quem eles querem acolher em suas casas por um ano.

O contrato entre agência, família e o au pair (como também são chamados os participantes do programa) consiste em que o au pair trabalhará cuidando das crianças da família com uma carga horário máxima de 45 horas semanais, receberá um pagamento semanal, morará com a família e receberá uma bolsa de estudos paga pelas famílias no final do contrato. O objetivo desses jovens é na sua maioria de aperfeiçoar o inglês e conhecer os Estados Unidos. Já as famílias muitas vezes precisam de uma babá com total flexibilidade de horário para o trabalho, querem contato com uma nova língua/cultura e não quer querem pagar muito por isso.

Quando Giovanna Simionato, de 25 anos, saiu do Brasil em 2010 para ser au pair no estado de New York, sabia bem o que queria. Ela considerava importante desenvolver fluência em inglês e além disso sonhava em fazer um intercâmbio. Recém-formada em terapia ocupacional, ela veio para trabalhar cuidando de 3 crianças, duas delas gêmeos autistas. Para ela o programa trouxe mais do que a fluência no inglês “Ter sido au pair nos Estados Unidos, foi com certeza, uma das melhores experiências da minha vida! Vejo quantas coisas eu aprendi e outras que desenvolvi. Não foi apenas uma oportunidade para aprimorar meu inglês.  Fiz amizades com pessoas do mundo inteiro: Croácia, México, Alemanha, Equador e outros brasileiros. Viajei para muitos lugares inesquecíveis!’’ ressalta Giovanna.

Para Gesiele Miller, de 31 anos, a experiência não foi tão boa. O relacionamento com a primeira família não foi dos melhores, mas ela não desistiu. Segundo Gesiele a família não tinha paciência com a sua pouca proficiência na língua e não eram amistosos. Depois de 3 meses, ela entrou com um recurso junto à agência e trocou de família. ‘‘A nova família era ótima’’, lembra ela, que participou do programa quando tinha 26 anos. Gesiele conta que decidiu por esse tipo de intercâmbio depois de perder emprego duas vezes no Brasil por não falar inglês.

Pelas regras do programa, as famílias e o/a au pair podem solicitar a mudança, caso uma das partes não esteja satisfeita com a convivência ou por outros motivos. De acordo com um levantamento feito pela British Council, apenas 5% dos brasileiros sabem falar inglês. Logo, muitos dos jovens que participam do programa acreditam que o melhor nível de inglês irá ajuda-los na colocação do mercado de trabalho ou até mesmo em melhores posições.

Giovanna assume que ter voltado para o Brasil com o melhor nível de inglês a ajudou na hora de conseguir um emprego. Gesiele, que tinha o mesmo objetivo, acabou não voltando para o Brasil depois de terminar o programa em 2010. Ela se casou e hoje trabalha como analista de rede no banco Wells Fargo. “Eu vim achando que minha experiência aqui me ajudaria no Brasil, mas na verdade minha experiência no Brasil na área técnica me ajudou aqui. O programa au pair acabou sendo só uma aventura’’, conta ela.

O programa tem um contrato com o período mínimo de um ano e pode ser estendido por até mais um ano. O longo período de estadia e o retorno financeiro que o programa oferece, uma vez que o au pair estará trabalhando e não gastara com moradia e alimentação, são fatores que atraem muitos participantes para esse intercâmbio.

Para Martha Sanches, de 27 anos, o programa acabou se tornando um ponto de partida para uma nova vida. O programa, que só admite participantes maiores de 18 anos, já tinha se tornado seu sonho quando ela era ainda uma adolescente. Logo depois que completou 18 anos, Martha chegou nos Estados Unidos para morar em Maryland com inglês que ela aprendeu sozinha. Com o fim do seu contrato de au pair, no qual ela ficou por 18 meses, ela teve que voltar para o Brasil. “Antes de ir eu pesquisei como poderia voltar para os Estados Unidos e voltei como estudante’, conta ela que voltou com a mãe e o irmão para morar em New Jersey.

Em 2010 Martha se mudou para New York, fez o curso de fotografia, se formou em Liberal Arts e hoje assina o blog www.nyandabout.com.

Publicado no AcheiUSA.com

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Entendendo o sistema de ensino na pós-graduação nos Estados Unidos


Os Estados Unidos possuem muitas opções de ensino de alta qualidade. Muita gente entra em contato com a USAHelp4U para saber sobre como fazer uma pós-graduação nos Estados Unidos, por isso estamos disponibilizando algumas informações abaixo. Qualquer dúvida entre em contato com nossa organização pelo e-mail – info@usahelp4u.com.

Edital para o Contest 2019 da Ong USAHelp4U

Edital em Vídeo

 

Dúvidas mais frequentes:

1)      Universidade x Faculdade

Nos EUA tem as universidades e as faculdades. As faculdades eles chamam de college. São instituições que oferecem cursos técnicos de um ano, dois anos e alguns cursos de nível superior, de 4 anos. São mais baratas, mas não vão além da graduação. Para cada curso desses você recebe certificado ou diploma. A variedade para esses cursos de 1 e 2 anos é gigantesca. Às vezes, o estudante que fez o curso de 1 ou 2 anos pode usar algumas das disciplinas e eliminá-las no curso de nível superior.

2)      Universidades

Na Flórida a maior universidade é a University of Florida, em Gainesville. Depois dela vem as seguintes instituições:

Florida Agricultural and Mechanical University (Tallahassee)

Florida Atlantic University (Boca Raton)

Florida Gulf Coast University (Ft. Myers)

Florida International University (Miami)

Florida Polytechnic University (Lakeland)

Florida State University (Tallahassee)

New College of Florida (Sarasota)

University of Central Florida (Orlando)

University of North Florida (Jacksonville)

University of South Florida (Tampa)

University of West Florida (Pensacola)

Essas são universidades públicas. O que isso significa? Que são apenas mais baratas que as outras. Em resumo o aluno precisa pagar em toda e qualquer universidade. Logicamente que existem várias bolsas, financiamento, e maneiras de diminuir os custos do curso. Geralmente através de esporte. Se o aluno for bom, a escola oferece bolsas de valores parciais ou até 100% do valor.  Os custos da educação superior nos EUA é bem alto, por isso alguns pais começam a pagar a faculdade quando os filhos ainda estão na pré-escola.  O dinheiro vai para um fundo educacional e, quando o filho atingir a idade de ir para a faculdade, ele decide qual a instituição e o fundo transfere o dinheiro.

3)      Pós-graduação

Quanto à pós-graduação, o mestrado (2 a 3 anos) ou doutorado (2 a 5 anos) a duração depende do curso que você escolher. Não existe esse negócios de lato-sensu, stricto sensu. Mestrado é mestrado e pronto.

O aluno pega a grade escolar do mestrado, geralmente entre 12 e 14 disciplinas. Cada disciplina vale 3 créditos. Isso quer dizer que você só pega o diploma quando você somar os seus 36 ou 42 créditos.

Você tem a opção de fazer uma disciplina por vez. Isso vai levar muito tempo para você terminar o mestrado, mas a opção é sua. Algumas disciplinas não exigem que você tenha estudado uma determinada disciplina anteriormente, por isso às vezes o aluno pode pular disciplina, ir para as que ele tem mais aptidão deixando as mais difíceis por último. Porém, nem sempre é possível ficar pulando de galho e galho, tudo depende do curso escolhido.

4)      Preço

Quanto ao preço, existem dois grupos: um preço para quem mora na Flórida (residente) e outro para quem vem de fora (de outro estado ou de outro país). Aliás, essa diferença no preço aparentemente acontece em todo os 50 estados americanos, o correto é verificar antes da matrícula.

Por exemplo, na FAU (Florida Atlantic University) para quem é residente na Flórida cada disciplina do mestrado custa $369,82 por crédito (isso significa que a disciplina XYZ do curso de mestrado ABC vai custar 3x369,82) para quem não é residente no estado, a mesma disciplina custará 3x1.024,81. Lembre-se cada disciplina tem 3 créditos, por isso multiplique por três. Veja os preços da FAU no seguinte endereço http://www.fau.edu/controller/student_information/tuition_breakdown.php.

Vale lembrar ainda que é comum o estudante se matricular em 4 disciplinas (que aqui eles chamam de curso) por semestre. Então se o seu mestrado terá 14 disciplinas, eles dizem que você estudou 14 cursos. Engraçado, né?

Cada disciplina (ou curso), pelo menos a maioria delas, os alunos vão até a sala de aula duas vezes por semana. Por exemplo, a disciplina ‘Introdução à Contabilidade’ do Mestrado em Sistema de Informação, tem aulas às segundas e quartas-feiras, a disciplina ‘Gerenciamento de Telecomunicações’ do Mestrado em Sistema de Informação tem aulas às terças e quintas-feiras. Cerca de 90% dos cursos funcionam nessa linha.

5)      Sistema de ensino

O sistema de ensino americano parece complicado, mas com o tempo a pessoa acostuma. Essa diferença no preço era a grande briga/bandeira/desgosto/birra dos estudantes que estão na Flórida desde pequenos, porém não estão legalizados. Apesar de terem vivido praticamente a vida inteira nos EUA eles são imigrantes indocumentados, por isso pagavam o mesmo preço dos estudantes de outros estados e de outros países. A briga durou dez anos.

Em maio/2014 foi aprovada no estado da Flórida uma lei que oferece a esses estudantes a mesma oportunidade de quem nasceu nos EUA. Ou seja vão pagar bem menos por seus estudos. Outros estados americanos já fizeram o mesmo e aprovaram leis semelhantes.

6)      Acomodação

Quando à acomodação, nem toda universidade oferece. Somente as grandes tem prédios, tipo república onde os estudante podem alugar um quarto ou uma vaga. Os preços variam enormente, depende do prédio, se o apartamento é para duas, três, quatro pessoas, etc etc...

Eu peguei a FAU (Florida Atlantic University), pública, como exemplo, de novo. Essa universidade tem sete campi, mas oferece moradia somente 2 campi. No site da universidade (http://www.fau.edu/housing/Housing_Rates/new2014-2015%20rate%20sheet.pdf) eles mostram as opções de residência e os preços para o próximo semestre. Vale lembrar que o semestre americano é o seguinte, começa no meio de agosto e vai até dezembro, e depois começo de janeiro até primeira semana de maio.

Mesmo se o seu curso for em um campus onde não há residência, mas a universidade oferece residência em outro campus, você pode entrar com pedido de moradia. Geralmente tem mais gente do que quarto para alugar, por isso é preciso fazer a inscrição, pagar as taxas etc etc etc..com antecedência. Por isso, a procura por quartos para alugar em áreas ao redor das universidades é grande também. O preço nesse caso varia depende da localidade, em Miami um quarto privado com banheiro pode custar até $1500/mês, em Fort Lauderdale, uns 40 minutos de Miami, o mesmo quarto custa uns $600.

7)      Dicas

A dica para quem vem de outro país para estudar nos EUA é a seguinte: primeiro tem certeza de qual o curso de mestrado ou doutorado você pretende fazer; segundo procure todas as universidades no país que ofereçam aquele bendito curso; terceiro avalie o que cada universidade oferece - tem várias opções de bolsas, cada universidade oferece as informações no seu website, avalie moradia, se a cidade é cara, se o transporte público funciona ou você vai precisar comprar carro, avalie se a universidade oferece vagas de trabalho para estudante estrangeiros (muitas oferecem e vc ganha um dinheirinho com isso); por último planeje tudo com no mínimo um ano de antecedência.

Cada universidade tem as suas datas para os alunos internacionais. Não é uma questão apenas de ter a documentação certa, precisa estar no tempo certo. Por exemplo, as aulas começam em agosto, não adianta chegar em junho com a papelada em mãos.

Entre em contato com o departamento de International Students da universidade que você escolheu e questione os prazos e opções de bolsas. A maioria das universidades, tipo 99%, vão exigir toda a documentação traduzida, pagamento de alguma coisa adiantado, e o teste de inglês. A maioria oferece aulas de inglês para alunos estrangeiros e podem até exigir que eles frequentem algumas aulas de inglês antes de começar as disciplinas/cursos do Mestrado, Doutorado ou graduação.

Estudar nos EUA não é impossível, mas exige muito planejamento e pesquisa. Boa Sorte. Se ainda tiver alguma dúvida, por favor entre em contato.

 
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Brasileiros na entrevista com a imigração americana

Histórias de imigrantes

Brasileiros na entrevista com a imigração americana

Pela primeira vez fui convidada para ser a tradutora em uma entrevista de imigração. Lembro que a minha entrevista, ocorrida em fevereiro de 2008, havia sido mamão com açúcar. Eu e marido ficamos nem cinco minutos. Se comparada com as experiências de algumas amigas brasileiras, a minha havia sido uma das mais fáceis da história. Minha amiga de hoje, porém, estava preparada para uma batalha. O marido havia entrado ilegalmente no país pelo México.

Como preparação para a entrevista, o advogado dela passou um questionário de 170 perguntas que o oficial de imigração poderia ou não perguntar, na dúvida, era melhor ter todas na ponta da língua. No fim de semana anterior fizemos até um simuladão para deixar o marido ‘afiado’. Meu marido representou o oficial de imigração (muito bem por sinal) e eu a tradutora. Foi uma experiência engraçada regada a muito pão de queijo.

A semana passou e o bendito dia da entrevista, sexta-feira 25 de abril, chegou. No caso de um de nós perder a hora, ninguém dormiu. Como dizia aquela piada que estava rolando pelo Facebook durante a semana – ‘Fui dormir tão tarde e acordei tão cedo que quase cruzei comigo mesmo no corredor’.

Pontualmente às 7 da matina là estàvamos nós em frente ao prédio do DHS (Department of Homeland Security, em Oakland Park, Flórida). Em caso de dor de barriga ou vômito, também não comemos. Ao entrar dei de cara com uma réplica da Estàtua da Liberdade, mesmo sabendo que ela não é santa, fiz meu pedido. Não custa tentar, o que vale é a fé.

Confesso que estava sim, um pouco nervosa, vai que eu traduzisse algo errado e isso dificultasse as coisas para os dois. Mas pensei positivo e aguardamos o advogado deles chegar. Aliás, prepare o bolso, ficar ilegal sai muito caro. Para levar um advogado em entrevista de imigração pode custar $1000 (um mil dólares) por cerca de uma hora de trabalho. Pelo menos agora eu já sei que profissão seguir na minha próxima encarnação.

O advogado fez questão de me dar algumas instruções, o que me apavorou completamente. “Já vi casos de oficiais que não têm paciência com tradutor, e entrevistas podem durar até três horas”, disse ele, eu gelei geral depois dessa.

O big deal (grande problema) dos dois era que ele, o marido, havia entrado pelo México, portanto não tinha carimbo no passaporte, a tal I-94. Veja bem, mesmo que cada caso seja um caso na hora da entrevista com a imigração, percebi nesses anos de américa presenciando casos de amigos e ouvindo as histórias que chegam até o jornal brasileiro onde trabalho, que: se você entrou legalmente nos EUA e aindo dentro do prazo do seu visto, seja lá qual for, se casar com um cidadão americano a entrevista tem grandes chances de ser mamão com açúcar; se você entrou com visto e ficou além do prazo permitido e casou com cidadão americano, não necessariamente vai ter problemas; se você entrou ilegalmente (via México ou de barquinho pelas Bahamas) e resolver oficializar sua união com um cidadão americano VAI TER PROBLEMAS.

O medo é de ser deportado já dalí da salinha da imigração durante sua entrevista.

O caso da minha amiga é que o marido além de entrar pelo México foi pego em uma das paradas aleatórias, sem explicação, do nada, out of the blue, que o ICE (polícia de imigração) faz a qualquer hora dia e lugar, e preso por não ter documentos que comprovassem que ele estava legalmente no país.

A sorte dos dois foi que: ao ser preso, ele (o marido) se recusou a assinar qualquer documento. Esse é um caso muito comum em prisões de imigrantes nos Estados Unidos. Ao ser preso, o imigrante ilegal invariavelmente vai ser pressionado a assinar sua própria deportação. Como diz aquele velho ditado brasileiro .. “escreveu, não leu, o …..”. Ao assinar, geralmente o imigrante é solto, aquele não sabe inglês acha que está livre da polícia e sai todo faceiro, mal sabe que o juiz estipulou uma data para o imigrante se apresentar, o que geralmente o imigrante nem prestou atenção. O que acontece depois é bem típico – ele não comparece à corte, e na próxima parada do ICE ele descobre que existe uma ordem de deportação aguardando por ele. O imigrante é preso, levado para o presídio de imigrantes mais próximo e toda terça-feira (pelo menos na Flórida é assim), lá pelas 3 da manhã o ônibus estaciona do pátio do presídio e leva um grupo para o aeroporto. Quando o imigrante pisca o olho ele está de volta ao Brasil sem um centavo no bolso e com a roupa do corpo, geralmente aquele uniforme laranja do presídio.

Já ouvi milhares de histórias como essa. Quem me conta é a minha amiga Esther, do Centro de Apoio ao Imigrante (IAC).

Mas bem, voltando ao caso da minha amiga de hoje cedo. O marido nos contou que quando foi levado pelos policiais, ficou horas presos e foi muito pressionado pelos agentes a assinar o bendito do papel. “Eles me disseram em tom ameaçador ‘você vai brigar?’. Eu disse que ia”, contou ele que felizmente não assinou.

Durante um ano, o brasileiro foi monitorado pelo ICE. Eles fizeram visitas à casa dele, ligaram, pediram para que ele fosse até o escritório deles, uma via crucis. Finalmente em novembro de 2013, depois de gastar muito com advogado, a ordem de deportação foi suspensa e os dois puderem partir para a segunda batalha, provar que o casamento era verdadeiro.

Well, com as quase mil fotos que a minha amiga preparou não havia dúvidas de o casório era verdadeiro. O oficial perguntou algumas coisas durante a entrevista, mas não foi aquele interrogatório do FBI, CIA ou KGB, que estávamos esperando. Tivemos a sorte de sermos recebidos por um oficial muito simpático, sorridente e bom de papo. Ele quis saber como eles se conheceram, quais os documentos que ela tinha para provar a união conjugal, pegou algumas fotos para incluir no processo e, para minha sorte, só fez pergunta para o marido. “No que você trabalha?”. Putz, justamente essa pergunta, pensei comigo. Como se diz granito, mármore e azulejo em inglês? “Ele trabalha na construção civil”, respondi resumindo tudo, nessas horas é bom ser jornalista.

Quando o oficial de imigração disse… “eu vou aprovar seu I-130 e vocês podem dar entrada no próximo formulário”, eu até respirei.

A saga dos dois, lembrando que só é uma saga porque ele não entrou legalmente no país, segue agora para a próxima etapa. Pedir um perdão provando que ea minha amiga vai ser extramemente penalisada se ele não for legalizado e, tentar não ser obrigado a voltar para o Brasil para isso.

Pelas leis dos Estados Unidos, o pedido de perdão deve ser feito no país de origem, o problema é que sair do país é fácil conseguir voltar é outra história. Por isso, os ilegais perdem perdão a Deus e continuam por aqui.

Porém no início de 2013, o presidente Barack Obama, fez uma leve mudança nessa lei. Agora o pedido de perdão para familiares de cidadãos americanos pode ser feito nos EUA e depois de concedido (carimbado, registrado e rotulado por aqui) o imigrante volta para seu país de origem, vai até o consulado americano e pede o visto para entrar pela porta da frente na terra do Tio Sam.

Logicamente que o povo continua com medo. Já ouvi advogado dizendo que conseguiu aprovação em vários casos, que o imigrante fica uns 20 dias no Brasil e volta são e salvo, já o advogado da minha amiga alertou que o DHS está recusando os pedidos aos milhares.

Em todo caso, os dois ainda não decidiram ao certo se vão pedir o perdão ou continuar do jeito que está e esperar alguma mudança na lei. Em resumo, a saga continua: eles provaram que o casamento é verdadeiro, ele felizmente está livre da deportação, mas continua sem carteira de motorista, sem autorização de trabalho e sem poder viajar ao Brasil.

Em resumo, a saga continua …. em breve cenas dos próximos capítulos.

 
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Transporte escolar nos Estados Unidos

Lá pelas 7 da manhã, o ônibus escolar entra no condomínio para pegar as crianças e levar para a escola. Por normas de segurança, o motorista abre, automaticamente, uma barra de ferro próxima ao pára-choques (evitando que pessoas se aproximem durante embarque e desembarque dos alunos) e abre também uma placa de ‘Pare’ do outro lado do veículo (o que obriga os motoristas que estão trafegando do lado do ônibus a pararem e esperarem recolhimento da placa, mostrando que é seguro continuar trafegando ao lado do ônibus). Todo mundo pára, e o medo de levar uma multa!

Para ser beneficiado com o transporte escolar público, o aluno precisa morar no mínimo 2.3 milhas da escola. O ônibus passa cedo e devolve no mesmo local após as aulas. O horário das aulas depende da escola e se é ensino fundamental ou médio, mas varia entre 8 da manhã até às 3 da tarde.

E assim funciona o transporte escolar para os alunos das escolas públicas na Flórida, Estados Unidos.

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