EUA Aumentam Taxas para Visto de Estudante

As novas taxas entram em vigor no dia 24 de junho de 2019

Foto: South Beach Languages. Campus Hollywood. Janeiro 2019. 

Crédito: Joselina Reis

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A partir do dia 24 de junho de 2019 quem planeja estudar nos Estados Unidos vai pagar mais caro pelas taxas de visto de estudante. O Departamento de Segurança Nacional (Department of Homeland Security – DHS) divulgou no último dia 22 de maio que vai aumentar as taxas do visto F1, F2 e demais vistos nas áreas para intercâmbio (Exchange Visitors). As taxas estavam inalteradas desde 2008.

As mudanças são as seguintes: vistos F e M passam de $200 para $350; o visto J passa de $180 para $220. O DHS afirmou ainda que as taxas para o formulário I-901 do Sistema de Informação do Serviço de Estudante e Intercâmbio (Student and Exchange Visitor Information System – SEVIS) continuam em $35. O aumento maior foi para o visto F1, utilizado por estudantes de cursos de inglês e universitários, cerca de 75%.

O aumento maior será para a certificação das escolas. Hoje elas pagam $1700 para conseguir a certificação nacional se quiserem receber estudante estrangeiros interessados em visto de estudante. Com o aumento, o valor passa para $3000, reajuste de 77%.

O DHS explicou que o Serviço para Estudante e Intercambistas (Student and Exchange Visitor Program -SEVP) é mantido exclusivamente com as taxas pagas por alunos internacionais e não recebe verba federal. “Essas taxas não são alteradas desde 2008, enquanto isso os custos de manutenção do programa continuam a aumentar devido a inflação, expansão do programa e melhorias tecnológicas do SEVP”, explicou a diretora do programa SEVP, Rachel Canty.

Além do aumento das taxas já mencionado, o SEVP criou novas taxas para as escolas. A partir de agora as escolas que precisarem de recertificação precisam pagar $1250, a outra novidade é a taxa de $675 para escolas que quiseram fazer uma “Nota de Apelo de Decisão” em caso de não serem aprovadas para a certificação e quiserem apelar por uma segunda chance. O DHS também criou uma taxa caso a escola decida mudar de local ou adicionar novo campus, $675.

A nota divulgada pelo DHS informa ainda que estudantes internacionais que já começaram o processo e já pagaram a taxa SEVIS não precisarão pagar a diferença no valor da taxa. Não foram feitas mudanças nos formulários e ou websites onde os estudantes e escolas pagam taxas relacionadas a visto e certificação escolar.

O SEVP é o serviço americano que monitora mais de um milhão de estudantes internacionais com visto F1 e M1, e seus dependes. O departamento é o responsável por garantir que as escolas estejam aptas a receberem alunos internacionais e possam emitir os formulários adequados.

O SEVP também compartilha as informações sobre os estudantes internacionais com outros departamentos do governo americano, tipo Serviço de Cidadania e Imigração (U.S Citizenship and Immigration Services) e Alfândega e Controle de Fronteira (U.S Customs and Border Protection). Em caso de violação das regras do visto de estudante e intercambista, o SEVP comunica à imigração.  

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Governo Americano Estuda Aumentar as Taxas para visto F-1

Governo americano estuda aumentar as taxas para estudantes internacionais

Taxas estão estagnadas desde 2008, mas novos valores ainda não estão em vigor

 

O governo americano estuda a possibilidade de aumentar as taxas para obtenção do visto de estudante F-1. Ainda não há data para que o valor entre em vigor e nem há certeza dos novos preços. A nova taxa deve ajudar a suprir as necessidades administrativas do Student and Exchange Visitor Information System (SEVP), órgão federal responsável pelo controle das escolas credenciadas e pela administração de dados dos estudantes estrangeiros.

As taxas estavam congeladas desde 2008. O SEVP é mantido somente com as taxas impostas `as escolas e estudantes internacionais. Segundo o governo, há uma defasagem de pessoal e uma necessidade de investir na investigação de fraudes cometidas por escolas.

A nova medida ainda não está em vigor, e o governo abriu espaço em seu website para que o público comente sobre o assunto. A data limite para recebimento de críticas e sugestões encerra-se no dia 17 de setembro. Os interessados devem procurar o website https://www.regulations.gov/ para obter informações de como enviar sugestões para o governo. Comentários devem ser enviados com o número da proposta – Docket No. ICEB-2017-0003.

Para tanto, o leitor precisa apenas inserir o número de Docket acima no campo de busca. Uma segunda tela irá aparecer com o texto sobre o documento emitido pelo Immigration and Customer Enforcemente Bureau (ICEB). Na parte direita inferior, clique em ‘’comment now” e deixe deu recado.

Novos valores

A proposta solicita que as escolas passem a pagar $3 mil dólares para sua certificação, o valor anterior era de $1700 dólares.  A novidade é uma nova taxa para as escolas que precisam ser recertificadas, agora elas teriam que pagar pelo processo, o valor estudado é de $1250 dólares, em caso de apelação de processos negados, a escola teria que pagar $675 pelo formulário I290B.

O preço da inspeção da escola continua o mesmo, $655 dólares.

Os formulários I-901 para vistos F e M, usados por estudantes estrangeiros, passaria de $200 para $350 dólares. Enquanto isso, o mesmo formulário I-901 para vistos J, passaria de $180 para $220.

A taxa de $35 para o formulário I-901 para o visto J usado por au pairs, camp counselors e trabalho de verão será mantida.

 

Oportunidade

A possibilidade de deixar comentários, sugestões e críticas é uma ótima oportunidade para os estudantes e futuros estudantes estrangeiros solicitarem do governo mais oportunidades para os estudantes estrangeiros. Os portadores do visto F1 só podem trabalhar durante as férias e no campus da universidade. A outra opção é solicitar um OPT (Optional Practical Training) quando terminarem o curso superior.

Os alunos em curso de inglês, com o visto F1, não tem autorização para exercer atividade remunerada nos EUA. “Se o estudante pudesse trabalhar pelo menos 20h por semana seria um atrativo muito grande para que a gente viesse para os EUA.  Ajudaria no orçamento e a praticar a língua no dia a dia”, disse a estudante Marcela Monteiro, do Pernambuco.

 

Números

Nem mesmo a crise brasileira tem afastado os estudantes de conquistar o tão sonhado diploma em uma Universidade Americana. De acordo com o relatório anual do Student and Exchange Visitor Information System (SEVIS) o número de estudantes internacionais vindos da América do Sul cresceu 4,3% entre Março de 2017 e Março de 2018, e quem mais enviou estudantes foi o Brasil. O número de estudantes brasileiros cresceu 13,1%.

A América do Sul ganhou da Austrália – 3,3% de aumento e África, 1,4%. As outras regiões, Europa, América do Norte e Ásia tiveram números negativos, -1,1%, -1,7% e -0.8% no período da pesquisa.

O único país da América do Sul que registrou diminuição no número de estudantes enviados aos Estados Unidos foi a Venezuela, com 8,7% a menos.

No total geral o número de estudantes com visto F1 entre Março de 2017 e Março 2018 caiu apenas meio por cento, passando de 1,208 milhão de estudantes para 1,201 milhão em Março 2018. Já o número de estudantes para o visto J1 aumentou mais de 4 por centro, subindo de 201,4 mil para 209,5 mil.

 

info@usahelp4u.com

 

 

 

 

 

Conheça os candidatos do Contest 2018

Depois de muita escolha e trabalho dos voluntários da ong USAHelp4U, finalmente os quatro candidatos foram escolhidos e agora estão à espera dos votos dos conselheiros. A votação acontece entre os dias 23 e 27 de julho de 2018. Somente os conselheiros podem votar. O Contest 2018 teve 41 candidatos válidos, outros vários tiverem sua candidatura suspensa porque seus formulários de inscrição estavam incompletos.

A direção da ong agradece a participação de todos e lembra que, caso os vencedores não demonstram provas de intenção de viagem (tipo visto e passagem comprada) até o dia 27 de janeiro de 2019, os suplentes serão chamados na ordem estabelecida pelas escolas. Não haverá outra etapa com votação, simplesmente a bolsa será oferecida ao próximo da lista.

Qualquer comentário ofensivo, de caráter xenofóbico, preconceituoso e/ou vulgar será excluído. Caso algum participante proferir comentários ofensivos, de caráter xenofóbico, preconceituoso e/ou vulgar no vídeo de outro concorrente, o mesmo será excluído da disputa.

Será considerado vencedor apenas o vídeo do participante (um vídeo por escola) que tiver a maioria dos votos dos conselheiros às 11:59 pm ET do dia 27 de julho de 2018. O ganhador leva uma bolsa de estudos de curso de inglês nos Estados Unidos. 

Candidatos:

Antonio Simplicio da Silva (AM)

Jackeline Faco (CE)

Luniarane Mary Pires (PR)

Matheus Gomes Pereira (PE)

 

Escolas patrocinadoras do Contest 2018

 

 

A Ganhadora do Contest 2017 Já Está na Flórida

Legenda – Marcella Monteiro e Claudia Bernal ( gerente da escola Lingua Language Center)

 

USAHelp4U – A ganhadora do Contest 2017 – Marcella Monteiro Correa Lima, de Pernambuco, já está na Flórida. Ela começou as aulas no dia 2 de julho na escola Lingua Language Center. A pernambucana concorreu com mais de 100 pessoas pela bolsa de estudos. O concurso é realizado anualmente pela ONG USAHelp4U (www.usahelp4u.com) com patrocínio de escolas de inglês nos EUA. Marcella vai estudar por um mês em Fort Lauderdale.  Para mais informações sobre a escola no website www.linguaschool.com. A ONG possui uma lista de escolas credenciadas junto ao governo americano para receber estudantes internacionais. Informações sobre futuros concursos para bolsas de estudos de curso de inglês nos Estados Unidos pelo e-mail info@usahelp4u.com.

Cresce Número de Estudantes Brasileiros nos Estados Unidos

Entre os países da América do Sul, Brasil teve o maior crescimento 13,1 %, em segundo vem a Argentina com 6,7%

 

Nem mesmo a crise brasileira tem afastado os estudantes de conquistar o tão sonhado diploma em uma Universidade Americana. De acordo com o relatório anual do Student and Exchange Visitor Information System (SEVIS) o número de estudantes internacionais vindos da América do Sul cresceu 4,3% entre Março de 2017 e Março de 2018, e quem mais enviou estudantes foi o Brasil. O número de estudantes brasileiros cresceu 13,1%.

A América do Sul ganhou da Austrália – 3,3% de aumento e África, 1,4%. As outras regiões, Europa, América do Norte e Ásia tiveram números negativos, -1,1%, -1,7% e -0.8% no período da pesquisa.

O único país da América do Sul que registrou diminuição no número de estudantes enviados aos Estados Unidos foi a Venezuela, com 8,7% a menos.

No total geral o número de estudantes com visto F1 entre Março de 2017 e Março 2018 caiu apenas meio por cento, passando de 1,208 milhão de estudantes para 1,201 milhão em Março 2018. Já o número de estudantes para o visto J1 aumentou mais de 4 por centro, subindo de 201,4 mil para 209,5 mil.

 

Dentro dos Estados Unidos

O relatório mostra ainda as estatísticas dentro dos Estados Unidos, para onde esses alunos vão e quais as universidades mais procuradas. O país tinha em 5 de Março de 2018, 8.744 escolas registradas e aptas a receberem estudantes estrangeiros. Destas 8,7 mil escolas, 85% estão aptas a registrar alunos para visto F1, 8% para vistos F1 e M1, e apenas 7% para visto M1.

Dentro dos Estados Unidos, a região Sul – onde inclui a Flórida – recebeu cerca de 27,3% dos estudantes estrangeiros entre Março de 2017 e Março de 2018. Perdendo apenas para a região Nordeste, onde está o estado de New York, 27,4% de aumento. O oeste americano ficou em terceiro lugar com 24,5%. O Centro Oeste com 20.3%

Os 16 estados da região Sul dos Estados Unidos e o distrito de Columbia (onde está localizada a capital dos EUA) receberam, entre Março de 2017 e Março de 2018, 328,7 mil alunos estrangeiros. Esses alunos vieram de 229 países.

Em todo os Estados Unidos, a Flórida é o terceiro estado com mais escolas cadastradas para oferecer o I-20, documento que permite ao estudante dar entrada no visto de estudante, tanto o F1 quanto o M1. Ao todo são 547 escolas, em primeiro lugar está o estado da Califórnia, com 1173 escolas, e em segundo lugar o estado de New York, com 640.

Veja lista de escolas de idiomas e links para procura de universidades americanas no www.usahelp4u.com.

 

 

Universidades

De acordo com o relatório, as escolas que mais receberam estudantes internacionais nos EUA durante o período pesquisado foram: New York University, Univerisity of Southern California, Columbia University,  Northeastern University, Univeristy of Illinois e Arizona State University.

Nessas universidades, 58% dos alunos estrangeiros conseguiram matricula nos cursos de bacharelado de 4 anos e mestrados. A grande procura estava nas áreas como negócios, engenharia e ciência da computação.

 

Tipos de vistos

O visto F1 é usado por estrangeiros que querem estudar nos EUA, seja cursos de inglês, bacharelado, mestrado e doutorado. Aqueles que procuram cursos de curta duração, como os cursos técnicos, podem solicitar o visto M1.  Já o visto J1 é usado para intercâmbio cultural, como aupair.

Os dois primeiros vistos são regulados pelo Student and Exchange Visitor Program (SEVP). O último visto é regulamento diretamente pelo governo federal.  Os dois departamentos mantêm troca de informações que permite o Deparment of Homeland Security (DHS) ter dados de todos os alunos internacionais e suas condições migratórias.

 

Veja relatório oficial do SEVIS

https://www.ice.gov/doclib/sevis/pdf/byTheNumbersApr2018.pdf

Concurso nos Estados Unidos Oferece Duas Bolsas de Estudos para Brasileiros

Vencedores vão estudar na Flórida, para participar basta responder uma pergunta

 

Estão abertas as inscrições para o Contest 2018 da ONG USAHElp4U. O concurso anual vai oferecer este ano duas bolsas de estudos de curso de inglês nos Estados Unidos. O período de inscrição vai de 30 de março a 30 de maio de 2018. Podem participar brasileiros (maiores de 18 anos) que estejam no Brasil e queiram passar um mês estudando inglês gratuitamente na Flórida.

 

O concurso é uma promoção da ONG USAHelp4U – Guia Brasileiro de Intercâmbio – em parceria com as escolas de idiomas – Lingua Language Center (em Fort Lauderdale, Flórida) e South Beach Languages (em Hollywood, Flórida).

 

Ambas as escolas são credenciada junto ao Conselho de Credenciamento de Educação Continuada e Treinamento ( ACCET ). As duas escolas estao autorizadas pelo governo federal americano a oferecem a documentação necessária para o pedido do visto F-1, o visto de estudante, para os alunos internacionais.

 

Este é o quarto ano do concurso. A primeira ganhadora foi da Bahia, a segunda de Minas Gerais e a terceira de Pernambuco.

 

Concurso

Para participar do concurso, aberto somente para brasileiros, o interessado deve preencher um formulário contido nas regras do concurso publicado no www.usahelp4u.com/bolsas de estudos. Além de preencher com dados pessoais, o participante precisa responder uma pergunta (em inglês) sobre ‘’What do you like most about the United States of America? Why?’’. Na ficha de inscrição o candidato deve assinalar qual das duas bolsas gostaria de disputar.

 

Os diretores das duas escolas participaram da escolha das melhores respostas.

 

Dois finalistas de cada bolsa irão enviar enviar um vídeo contando sua história. O corpo de conselheiros da ONG, formado por jornalistas e professores, vai escolher o vencedor. O vencedor será anunciado no dia 27 de julho de 2018. O vídeo que tiver mais votos, leva um mês de curso de inglês grátis, na Flórida.

 

Os vencedores terão um ano para usufruir da bolsa de estudos.

 

ONG

A ONG www.usahelp4u.com foi criada em 2013 para concentrar em um só local as principais informações sobre estudos nos Estados Unidos. Todas as informações são oferecidas em português. O website mantém ainda uma lista de escolas de inglês para facilitar a busca por melhores preços e qualidade de ensino de língua inglesa nos Estados Unidos.

 

Contato

info@usahelp4U.com

 

Como Expandir Seus Negócios Para Os Estados Unidos

Maior mercado consumidor do mundo é voltado para compra e vendas, mas depende do produto

 

Todos os dias empresários brasileiros procuram agências de consultoria, o amigo mais próximo que mora nos Estados Unidos e ou até a comunidade brazuca no Facebook a procura de informações de como expandir seus negócios para a terra do Tio Sam. Não é para menos, o país é a maior economia do mundo e o hobby preferido do americano é consumir, desde produtos a serviços.

Com uma grande variedade cultural de estado para estado, o empresário estrangeiro vê no mercado americano a mina de ouro para abrir uma filial, franquia ou até o primeiro negócio da família. Entretanto, quem trabalha na área e lida diretamente com esses empresários visionários pedem cautela na hora do investimento.

Não é porque Steve Jobs começou a multimilionária Apple na garagem do seu pai que qualquer ideia de negócio pode alcançar o mesmo sucesso. Nem mesmo as altas cifras de investimento no plano de negócios é garantia de alguma coisa. Que o diga a rede britânica de supermercados, Tesco. Seus £1.5 bilhão não conseguiram segurar o nome do empreendimento na ex-colônia. O negócio foi por água abaixo.

Caso semelhante aconteceu com a brasileira Vivenda do Camarão. O investimento divulgado na imprensa americana em 2014 era de $20 milhões em uma rede de fastfood dedicada ao camarão – Shrimp House. As primeiras e únicas lojas abriram as portas no Sul da Flórida e não duraram dois anos.

Um problema comum, acredita Carlo Barbieri, presidente do Oxford Group é que o empresário estrangeiro, em geral quer que o consumidor americano se adapte ao seu produto e costume e não aceita se adaptar. “Os países são diferentes; a cultura é diferente; os hábitos de consumo são diferentes; as leis são diferentes; as formas de entrada no mercado são diferentes e assim sucessivamente’’, alerta.

 

Na opinião da publicitária, Juliana Bittencourt, da EySea Solutions, o empresário brasileiro precisa ter humildade para aprender. “Não importa quem você seja, o quanto você saiba, o quanto você ganha. É um novo mercado, uma nova realidade. Pesquise, estude, teste, pergunte. Não tenha vergonha de recomeçar. Sem dúvida, a sua experiência vai fazer você acelerar a curva de aprendizado, mas ela certamente existirá”, antecipa.

 “Chegando aqui é importante entender as diferenças e sutilezas do mercado. É definitivamente, um ambiente mais propício para se fazer negócios. Se compararmos com o Brasil, os custos operacionais favorecem o empresário. Mas, por outro lado, a competição é mais acirrada.  É necessário rever preços, tamanho de equipe, rearranjar tarefas, etc. As empresas brasileiras, quando chegam, costumam demorar um tempo até entenderem que não dá para agir no mercado americano da mesma maneira que agem no brasileiro’’, alerta a publicitária.

Mas mesmo assim, o mercado americano é promissor. O número de programas e organizações governamentais e privadas que podem oferecer um help (ajuda) a quem está chegando é grande e diversificada. A chave é ter o maior número de informações possíveis antes de investir os dólares, aliás o triplo em reais.

‘’Há muitos pontos de benefícios para o investidor que vem de fora. Depois de dois anos de operação da sua empresa aqui ele pode obter uma garantia Federal para seus empréstimos. Tem ainda as associações de investidores que podem se interessar por investir no negócio. Mas é imprescindível, estudar a vocação dos condados. Cada um tem diferentes formas de subsídios, dependendo de se encaixar ou não em sua vocação’’, alerta Barbieri.

 

A Flórida tem aproximadamente 20 Milhões de habitantes, destes, de acordo com a estimativa do Consulado Geral do Brasil em Miami, aproximadamente 300 mil são brasileiros, apenas 1,5% da população do estado.  A região do Tri-County (Miami-Broward-Palm Beach) corresponde a 8ª. região mais populosa e economicamente ativa do País. São 6,7 milhões de habitantes.

 

Mesmo assim, o órgão americano responsável por dar suporte `as pequenas empresas, Small Business Administration (SBA) afirma que em 2015, cerca de 80% das empresas que abriram as portas, fecharam. Eles não separam entre empresários americanos e estrangeiros e os dados de 2016 ainda não foram divulgados.

Mas aparentemente esta percentagem não intimida ninguém, o número de empreendimentos na Florida cresce três vezes mais do que o ritmo nacional, 4%, contra 1,2%

‘’Miami é o portão de entrada para a América do Sul e por isso os pequenos negócios comandados por minorias (mulheres, estrangeiros por exemplo) crescem em ritmo acelerado’’, explica Jonel Hein, Diretora Distrital do SBA no Sul da Flórida.

A opinião da diretora sobre o `abre e fecha` de empresas é a mesma que outros empresários. ‘’Eles começam sem os recursos suficientes e acreditam que sabem tudo’’, revela.

O órgão americano tem como objetivo ser a referência e fazer a ponte entre o pequeno empresário e qualquer serviço que ele precise para crescer e prosperar. Inclusive ser fiador para empréstimo bancário de até $150 mil.

Mas não é qualquer um que vai chegar às portas do SBA e solicitar dinheiro para abrir seu negócio. O empresário precisa estar com o seu empreendimento funcionando em um dos 24 condados no Sul da Flórida há pelo menos um ano, além de outros critérios. “Nós vamos direcioná-lo para o que ele precisa, ajudar com plano de negócios e etc’’, esclarece a diretora.

 

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