Cresce êxodo brasileiro rumo aos Estados Unidos

AcheiUSA (com InfoMoney e WSJ) – A instabilidade econômica pela qual o Brasil está passando e os altos preços dos imóveis nas grandes cidades têm feito com que muitos brasileiros mudem para outros países – e o movimento já representa o maior êxodo brasileiro rumo a Miami desde 2010. De acordo com dados da corretora de imóveis Miami Luxury, os brasileiros representam 13% dos compradores internacionais do estado da Flórida, ficando atrás apenas dos canadenses. Desse total, 47% adquirem imóveis para passar férias e 17% como investidores.

Além disso, a expectativa é que o primeiro semestre de 2015 seja registrado por um aumento de 20% no número de compradores. O diretor da Miami Luxury, José Carlos Bede Souza, afirmou que existem dois perfis básicos dos compradores que vão para os Estados Unidos: os casais já com certa idade, com mais dinheiro e que estão pensando nas férias e aposentadoria; e os jovens bem qualificados que estão descrentes com a política nacional.

A demanda principal é por imóveis em Miami. A maior vantagem é o preço: um apartamento em Miami, formato de Studio, de 64 m², com um quarto e um banheiro, em um dos lugares mais nobres de Miami, cozinha e banheiro completos, piso acabado em todo apartamento, pronto para morar com 3 mil m² de área de lazer custa US$ 273 mil, o equivalente a R$ 773 mil, de acordo com a cotação do Banco Central do Brasil do dia 10 de fevereiro de 2015.

Em São Paulo com este valor, só dá para comprar um imóvel com características semelhantes na zona oeste de São Paulo, porém, com a metade da metragem de Miami, sem estar mobiliado, precisando de reforma. Nos Jardins, um dos pontos mais valorizados na capital paulista, o valor seria pelo menos o dobro.

Aversão à política
Na segunda-feira (9), uma reportagem veiculada pelo jornal Wall Street Journal, um dos mais respeitados dos Estados Unidos, afirmava que a reeleição de Dilma é que estaria provocando a debandada de brasileiros ricos rumo à Flórida.

“Depois da última eleição, conversamos com muita gente preocupada em tirar seu capital do Brasil”, disse ao jornal Alyce M. Robertson, diretora executiva da Agência de Desenvolvimento do Centro de Miami. O que preocupa essas pessoas, tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo, “é principalmente a [situação] política”.

Embora não haja dados exatos, profissionais de Miami, como corretores imobiliários, banqueiros, lojistas e advogados de imigração, dizem que um número crescente de brasileiros ricos está tentando se mudar para a região, abrir empresas ou procurando obter residência ou cidadania americana para si e suas famílias.

“Eles se preocupam principalmente com a instabilidade do ambiente político no Brasil. Eles não querem ser os últimos a sair”, diz Genilde Guerra, uma advogada do escritório Kravitz & Guerra, em Miami. Guerra diz que o número de telefonemas que seu escritório recebe de brasileiros em busca de ajuda para obter um visto, comprar imóveis ou abrir firmas nos Estados Unidos aumentou dez vezes desde a eleição de Dilma. “Eles querem ter uma segunda nacionalidade, um segundo lugar para onde ir, e os EUA são o melhor lugar para isso”, diz Guerra.

Dos 200 milhões de habitantes do Brasil, quase 3 milhões vivem hoje fora do país, segundo dados do Ministério das Relações Exteriores relativos a 2013. Cerca de um terço desses emigrados estão nos EUA. Firmas que monitoram brasileiros que fazem negócios na Flórida estimam que haja, hoje, entre 250 mil e 300 mil brasileiros morando no Estado. Os brasileiros também representam a maioria dos turistas de Miami, tendo chegado em 2013 a uma proporção de 51% do total.

 

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Fonte: Texto originalmente publicado pelo jornal AcheiUSA em 13/02/2015.

Trabalhar legalmente fora do Brasil é possível

Muitos brasileiros querem trabalhar fora do Brasil e, por sorte, alguns países querem o profissional brasileiro. Então o negócio e procurar informação e batalhar pelas vagas. Alguns países como a Nova Zelândia, Canadá e Noruega estão de portas abertas.

 

Nova Zelândia

O pequeno país da Oceania tem diversas oportunidades para imigrantes com diploma de nível superior, principalmente nas áreas de medicina, engenharia e tecnologia da informação (TI).

O governo neozelandês também está aberto para mão de obra estrangeira capacitada em finanças, educação, construção, óleo e gás, e tem ainda um programa anual de trabalho temporário. Outras informações sobre o assunto podem ser encontradas no site do governo neozelandês.

 

Canadá

O Québec, a província francesa no Canadá, possui um programa permanente de imigração. O processo pode levar algum tempo, até dois anos, mas uma vez aprovado, o trabalhador tem todo o apoio do governo.  As principais áreas de interesse dos canadenses são administração de empresas, contabilidade, engenharia civil, engenharia da computação, enfermagem e tecnologia da informação. Outras informações sobre emprego no site oficial do Quebéc.

Noruega

O país ocupa o 1º lugar na lista de países com maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) no mundo. Mesmo assim, a Noruega tem falta de mão de obra em diversas áreas da economia.

Segundo o site oficial do governo, os engenheiros foram os profissionais mais escassos no país no primeiro semestre de 2014, com déficit estimado de 14 mil profissionais. Os profissionais mais buscados são das áreas de perfuração, automação, mecânica, mecatrônica e hidráulica. O país também está de olho em médicos, enfermeiros e profissionais da área de educação. Saiba mais sobre morar e trabalhar na Noruega pelo website oficial no Brasil.

Concurso oferece oito bolsas de estudo grátis

Uma viagem de três semanas para três destinos do mundo com tudo pago. Esse é o prêmio para os oito vencedores da promoção Your Ticket to the World . A iniciativa é parte das comemorações pelos 50 anos da EF Education First, líder mundial em educação internacional, especializada em intercâmbio cultural, cursos no exterior e programas acadêmicos.

Quem quiser concorrer a esse super prêmio precisa ter mais de 16 anos e acessar o site www.ef.com.br/worldticket. O participante seleciona as cidades que deseja conhecer e responde por que  deve ser o escolhido para viajar ao redor do mundo. É possível escolher entre 40 destinos, entre eles, Barcelona, Cingapura, Sydney, Cidade do Cabo, Honolulu, Paris, Roma, Berlim, Londres, Toronto, Miami e Nova Iorque. Um júri formado por representantes da EF Education First elegerá as oito respostas mais inspiradoras. Serão oito vencedores no mundo todo, podendo haver até dois ganhadores do mesmo país.  Eles terão direito a um curso de idiomas numa escola EF, com duração de uma semana em cada cidade. As despesas referentes a passagem e hospedagem também estão incluídas.

As inscrições vão até o dia 31 de janeiro de 2015 e os nomes dos vencedores serão anunciados no dia 4 de fevereiro de 2015.

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ONG oferece bolsas de estudo de jornalismo na Europa e EUA

Todos os anos a Erasmus Mundus abre inscrições para bolsas de estudo de pós-graduação em Jornalismo. Este ano os candidatos poderam escolher entre umas das quatro áreas de especialização oferecidas pelo programa, cada uma em uma universidade diferente: Jornalismo Econômico e Negócios, na Universidade da Cidade de Londres, na Inglaterra; Guerra e Conflito, na Universidade de Swansea, no País de Gales; Mídia e Política, na Universidade de Amsterdã, na Holanda, e Jornalismo e Mídia entre Culturas, na Universidade de Hamburgo, na Alemanha.

Geralmente as inscrições podem ser feitas em janeiro, por isso é bom passar o ano se preparando. Para mais informações sobre os processos para a candidatura, prazos e requisitos, acesse o link.

O programa tem duração de dois anos: no primeiro, os estudantes vão cursar na Universidade de Aarhus, na Dinamarca. Já no segundo ano, os estudantes poderão escolher entre um dos quatro cursos oferecidos por uma das universidades europeias já citadas. Além disso, alguns estudantes terão a opção de passar um semestre fora, em uma das universidades não europeias parceiras durante o segundo semestre do primeiro ano: Universidade da Califórnia em Berkeley, nos EUA;  Universidade de Tecnologia de Sydney, na Austrália; e a Pontifícia Universidade Católica do Chile.

Após completarem os dois anos de curso, os estudantes serão premiados com um diploma, dependendo da sua especialização. Em caso de possíveis dúvidas, contate o e-mail erasmusmundus@hum.au.dk. Se você é estudante da área, não perca essa oportunidade!

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Curso online e gratuito ajuda a preparar aluno para universidades americanas

Um dos grandes desafios de quem pensa em realizar a graduação em uma faculdade americana é escrever redações acadêmicas no idioma. Para auxiliar estudantes internacionais que pretendem encarar essa experiência, a plataforma de ensino online eDX oferece o curso Principles of Written English, com foco em redação e gramática.

O curso, online e gratuito, divide-se em três partes. A primeira foi realizada em novembro de 2014, mas os vídeos e materiais de apoio continuam disponíveis. Com duração de cinco semanas, o curso aborda tópicos como introdução e conclusão de textos e estratégias para escrever textos longos e teses.

As aulas são administradas pela professora Maggie Sokolik, PhD em linguística, que já lecionou em instituições como Harvard e MIT e, desde 1992, dá aulas na Universidade Berkeley.

A segunda parte do curso terá início no dia 4 de fevereiro e a terceira e última parte, em 1º de abril. Para participar, basta se inscrever na plataforma. O único pré-requisito exigido é nível pelo menos intermediário de inglês.

Parte 1 

Parte 2

Parte 3

O website coursera (www.coursera.org) também oferece uma grande variedade de cursos, não apenas sobre como entender o processo de admissão nas universidades americanas, mas cursos na área de música, empreendedorismo, computação, auto-ajuda, inglês para professores entre outros. Todos os cursos são gratuitos e oferecem certificado de conclusão emitidos por universidades no mundo inteiro.

 

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Fonte: Fundação Estudar e Coursera

 

Concurso de redação vai oferecer 70 viagens grátis para New York (USA)

Estão abertas as inscrições para o projeto das Organização das Nações Unidas (ONU) – 2015 United Nations Academic Impact Global Youth Forum – que vai oferecer este ano 70 viagens grátis para New York (USA) a estudantes estrangeiros. Os interessados devem escrever uma redação em uma das seguintes línguas: Árabe, Chinês, Inglês, Francês, Russo e ou Espanhol. Todas as despesas como passagem, acomodação e alimentação estão inclusas no prêmio.

Para participar, o interessado deve escrever uma redação com 2 mil palavras ou menos. O tema deve estar relacionado com o plano de desenvolvimento sustentável da ONU para 2015. As redações serão apresentadas em NY durante a viagem – 20 a 26 de julho de 2015.

O interessado deve ter no mínimo 18 anos, estar matriculado em uma universidade e ter sua inscrição endossada por um professor.

As inscrições estão abertas até o dia 25 de marco de 2015. Mais informações  aqui 

 

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Universidade nos EUA oferece graduação online e gratuita para estrangeiros

Cursar uma universidade em outro país sem dúvida faz muita diferença no seu resume (curriculum vitae) na hora de procurar um emprego. Porém, a questão financeira continua sendo um dos grandes entraves para os estudantes brasileiros. O sonho de 10 entre 10 estudantes é conseguir uma bolsa, quando isso não é possível muitos desistem do sonho.

Para mudar esta realidade uma universidade nos EUA oferece graduação online e gratuita para estrangeiros – a UoPeople –  Universidade do Povo (em tradução livre).

A instituição foi fundada em 2009 por Shai Reshef com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU) e oferece cursos nas áreas de Ciências da Computação, Administração e disponibiliza aulas de reforço nas áreas de humanas e exatas durante a graduação. Reshef trabalhou por mais de 20 anos no setor de ensino com fins lucrativos e implantou na Europa a primeira universidade online.

Apesar de estar localizada em Pasadena, nos Estados Unidos, todas as aulas e serviços oferecidos, como biblioteca, por exemplo, são online. O próprio aluno organiza sua rotina de estudo, estudantes e professores participam de fóruns para discutir o conteúdo visto na semana e tirar dúvidas, as lições podem ser tomadas a qualquer momento, mas as tarefas devem ser entregues dentro do prazo.

Atualmente, mais de 2 mil estudantes de 148 países estão matriculados na universidade. O perfil dos alunos é diversificado: eles têm entre 18 e 66 anos, sendo a maioria, cerca de 33%, do continente africano. Os interessados precisam ter 18 anos ou mais, proficiência em inglês e comprovar conclusão do ensino médio para se candidatar a uma vaga. As cópias dos diplomas e dos históricos devem ser autenticadas e transcritas para o inglês, mais informações podem ser acessadas no site da instituição.

Para os brasileiros interessados, é importante pensar na revalidação do diploma após a conclusão do curso estrangeiro.

A Universidade do Povo não cobra taxa de matrícula dos alunos.  Os alunos precisam apenas custear parte das despesas administrativas e exames que chegam a apenas US$ 100 por semestre.

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Fonte: Terra

Quer jogar futebol nos Estados Unidos?

Quer jogar futebol nos Estados Unidos?

O time de Fort Lauderdale, Strikers, estará abrindo as portas para novos jogadores para a temporada 2015. A peneirada acontece no dia 17 de janeiro. O time tem sua sede no sul da Flórida e já tem vários jogadores brasileiros.

Recentemente, ninguém menos do que Ronaldo Nazário “Fenômeno” comprou parte do time que já tem outro sócio brasileiro. O ex-jogador confirmou presença no dia da peneirada (tryout, em inglês). Os interessados devem fazer as inscrições no site do time www.strikers.com. Entre os requisitos estão ter pelo menos 17 anos e pagar uma taxa de $150 dólares que não será devolvida. Os interessados devem se responsabilizar pelo transporte e hospedagem e receberão a camisa de treino do time.

Quer saber mais sobre a Flórida, entre em contato info@usahelp4u.com.

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Fonte: AcheiUSA

EUA libera novo visto de trabalho para brasileiros

O USCIS (serviço de imigração americano) divulgou em sua página na Internet as diretrizes para a qualificação de trabalhadores candidatos ao visto de trabalho rural temporário H-2A. A novidade é que esse tipo de visto está disponível para os brasileiros.


O programa H-2A permite que empregadores americanos que cumpram determinados requisitos tragam estrangeiros para os Estados Unidos para preencher vagas de trabalho temporárias na área rural. O empregador deve entrar com uma petição para trabalhador não-imigrante (formulário I-129) junto ao USCIS, em nome do trabalhador.

O peticionário deve provar ao USCIS a existência de uma vaga temporária aberta e demonstrar que não há trabalhadores americanos disponíveis e em número suficiente para ocupar a vaga.

O processo para contratação começa com a requisição de uma certificação de trabalho (labor certification) junto ao departamento de trabalho (DOL). Antes de requrer a classificação sob o H2-A, o peticionário tem que requisitar e obter uma certificação de trabalho temporário para o trabalhador. Em seguida, o peticionário deve enviar preenchido o formulário I-129 para o USCIS, junto com a certificação de trabalho original. Depois da aprovação do I-129 pelo USCIS, o trabalhador que está fora dos EUA poderá candidatar-se ao visto na embaixada ou consulado americano em seu país de residência.

Validade da estadia
Geralmente, o USCIS autoriza a classificação sob o H-2A de acordo com o período estabelecido na certificação temporária de trabaho emitida pelo DOL. O visto pode ser estendido em incrementos de um ano por vez. Uma nova certificação de trabalho deve ser obtida para cada extensão. O período máximo para a estadia sob o H-2A é de três anos.

Um portador de visto H-2A com status de não-imigrante há mais de três anos deve deixar o país e permancer fora dos EUA por um período ininterrupto de três meses antes de requisitar a reentrada sob a classificação H-2A novamente. Além disso, períodos anteriores usados em outras classificações H e L contam como perídos H2-A.

Familiares dos trabalhadores H-2A
Cônjuges de trabalhadores H-2A e filhos solteiros menores de 21 anos podem requisitar entrada nos EUA sob a qualificação H-4, mas não poderão trabalhar sob esse status.

Fonte: AcheiUSA

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Os tipos de vistos que os brasileiros podem requerer nos Estados Unidos

Por Attila Andrade

Advogado

attilaandradejr@yahoo.com

 

Vamos considerar neste artigo os principais vistos que os brasileiros podem requerer nos EUA para que possam residir legalmente neste país. Há dois tipos genéricos de vistos: o visto de residência temporário e o visto de residente permanente. Vamos estudá-los nessa mesma ordem de apresentação.

Os vistos de residência temporário são o L1 e o visto H1B. O visto de residência temporário L-1 consiste em enviar uma pessoa vinculada a uma empresa brasileira que venha a ser transferida para trabalhar numa filial ou subsidiária americana dessa mesma empresa brasileira. O visto L1 se subdivide em L1-A e L1-B.

No visto L1-A se destina a empregados da empresa brasileira que venha trabalhar na empresa americana filial ou subsidiária da empresa brasileira na capacidade de diretor ou gerente. Ele há que demonstrar que está na companhia há mais de um ano nos últimos três anos precedentes ao pedido. Já no visto L1-B se refere a posições de empregados técnicos, com especialização e deverão preencheer os mesmos requisitos do visto L1-A, ou seja, venham trabalhar nas mesmas funções técnicas em que estavam trabalhando na empresa brasileira há mais de um ano, nos três últimos anos precedentes.

 

Concurso 2019 de Bolsas de Estudos nos EUA

 

Aqui é preciso ter-se muito cuidado. Não adianta constituir-se uma empresa de papel no Brasil para tentar o L1-A ou B. O departamento de imigração vai exigir um histórico que compreende não somente a parte jurídica da constituição senão os balanços dos últimos 3 anos de funcionamento, prova de que a empresa brasileira tenha vinculação societária pertinente com a empresa americana para a qual o funcionário esteja sendo transferido e o quadro organizacional de funcionários da empresa brasileira.

Outros documentos importantes são o contrato de locação do estabelecimento americano e finalmente o contrato de trabalho ou a carta especificando as funções que o empregado irá desempenhar na sociedade americana. Finalmente, panfletos com material de marketing, especificando os produtos a serem fabricados e vendidos. Com isso se veda qualquer possibilidade de fraude para obtenção do L1.

Finalmente há que se ressaltar que o visto L1 é temporário. É necessário definir-se quanto tempo o profissional, seja na área gerencial ou diretiva, seja na área técnica de especialização será necessário na filial ou subsidiária americana. Esse tempo vai balizar o tempo de concessão do visto L1.

O outro visto temporário é o visto H-1B. Este tipo de visto se destina a trazer empregados para trabalhar para uma empresa americana por tempo determinado (esta empresa não precisa ter qualquer equivalente ou vinculação com uma empresa brasileira). Há vários requisitos: (1) a função a ser desempenhada pelo empregado há de ser condizente com a experiência curricular-acadêmica do solicitante.

Assim, um engenheiro não pode vir trabalhar numa função que não seja a de engenheiro. (2) há que existir um contrato de trabalho entre o profissional que está sendo contratado e a empresa que o está contratando. (3) há que ser uma função ou especialidade que não possa ser preenchido(a) por um profissional já residente nos EUA. Ou seja esse tipo de visto não pode representar perdas de oportunidades de trabalho para americanos ou residentes nos EUA.

Para isso, fazem-se algumas publicações em periódicos para saber se a vaga não possa ser preenchida por aqueles. Finalmente convém-se dizer que esse tipo de visto está cada vez mais difícil de ser obtido ou concedido. Há anualmente apenas 65.000 vistos a serem concedidos nesta tipificação H-1B.

Outro tipo de visto para residência temporária é o visto O1 . Este visto é concedido para pessoas de extraordinária habilidade ou conhecimento. Geralmente é concedido para cientistas, artistas e atletas com extraordinárias habilidades e reconhecimento em seu campo de atuação. Este visto também é analisado com muito rigor. É necessário que seja uma pessoa realmente reconhecida como excepcional em seu campo de trabalho. Normalmente concede-se a quem tenha recebido um prêmio Nobel ou prêmios nacionais de reconhecida reputação.

Na área acadêmica, preve-se para profissionais com inúmeras publicações de livros e trabalhos de reconhecida reputação nas respectivas áreas. Ou seja, não são profissionais de apenas talento, senão pessoas absolutamente extraordinárias de reconhecimento nacional e/ou internacional que farão parte deste distinto grupo de solicitantes ao visto O1.

Finalmente o outro tipo de visto de residência temporária é o visto E-2. O primeiro visto de que trataremos é o visto E-2 que dará direito ao solicitante de permanecer nos EUA até 5 anos, desde que preenchidos os requisitos básicos aqui identificados.

Em primeiro lugar, requer-se um investimento mínimo de US$100,000 (cem mil dolares) num negócio a ser constituído ou já existente. O negócio deve ser comercial/industrial e deverá ser sobretudo financeiramente viável. Entenda-se assim que a viabilidade estará pautada pelo requisito de que o negócio possa gerar mais do que o necessário para o imigrante e sua família subsistirem nos EUA.

Por exemplo, nessa categoria, seria admissível um investimento num restaurante ou qualquer outro negócio existente ou por existir. Portanto, nada de negócio virtual ou empresa de fachada e coisas do gênero. Há que ser um negócio real de natureza comercial ou industrial. Ainda com referência ao visto E2 , a origem dos fundos há que ser obviamente lícita.

Os recursos do investimento podem estar no exterior ou mesmo nos EUA, mas devem ser sempre previamente comprovados. Após o período do visto, o visto E2 poderá ser renovado desde que comprovado o êxito do investimento originário ao qual se vinculou o primeiro pedido. Todavia este tipo de visto infelizmente não alcança aos brasileiros, pois requer-se se referir a cidadãos cujos países tenham tratados com os EUA e o Brasil não é um desses países.

Todavia, a Itália é um país com tratado. Assim cidadãos brasileiros com dupla cidadania, por exemplo, poderão requerer esse tipo de visto desde que o façam como cidadãos italianos.

Vamos agora examinar um tipo de visto relativamente recente que tem gerado muitas dúvidas. Trata-se do visto EB-5 que outorga direito ao solicitante, se aprovado o visto, de permanecer nos EUA em caráter permanente, ou seja na qualidade de “residente permanente”.

Há duas subespécies ou categorias do visto EB5. Há o visto a ser concedido pelo investimento do imigrante estrangeiro em que se requeira um investimento mínimo de US$500,000 . Chamemos este tipo de visto (apenas para efeitos de classificação e do nosso artigo), de EB5 ( categoria A) . No visto EB5 “categoria A” requer-se um investimento relativamente modesto.

Convenhamos, é o produto de venda de um apartamento no Rio ou em São Paulo, de três quartos! Todavia aqui há um “macete”. O imigrante, solicitante deste visto, não poderá escolher onde colocar seu dinheiro… ou seja existem já pré-qualificados em diversos pontos do território americano, diversos projetos de interesse do governo americano em promover. São os chamados “designated Regional Centers”, ou seja, “Centros Regionais designados”.

Geralmente, áreas onde há um nível grande de desemprego sob a ótica do governo dos EUA ou ainda em áreas em que os EUA tenha interesse de promover o crescimento econômico. Sem prejulgar, mas o leitor poderá conceber que são investimentos de maior risco. O raciocínio é simples e lógico. Se há uma área onde já pré-exista um nível grande de desemprego, talvez porque a área a desenvolver não seja lucrativa… e portanto oferecendo a possibilidade do imigrante de investir um valor menor, mas em contrapartida, fazendo que o investidor assuma um risco maior; “obrigando-o” ( por assim dizer) , a colocar seu dinheiro num tipo de investimento em que normalmente ele/ela não o faria em primeiro lugar.

O segundo visto , em meu julgamento é mais interessante. Digamos o visto EB 5 (vamos chamá-lo de “categoria B “). Neste, requer-se um investimento bem maior, ou seja, US$1 milhão de dolares, mas em contrapartida, admite-se que o solicitante ao visto tenha plena liberdade de escolher onde investir seu dinheiro.

Poderá ser um investimento comercial ou industrial já existente ou por existir. Aqui como em todas as espécies de vistos EB, a origem dos fundos deve ser comprovada e ser absolutamente legítima. Aqui como nas demais espécies de visto EB, o pleiteante deverá estar munido de um plano de negócios, um plano de marketing e de viabilidade micro-econômica. Um ponto igualmente importante em todas essas espécies de visto EB aqui considerados será a capacidade do investimento estrangeiro nos EUA de gerar empregos.

Assim, quanto maior a geração de empregos nos EUA através do projeto de investimento EB, maiores as chances dele ser aprovado e assim possibilitar ao solicitante a concessão do visto.

Texto originalmente publicado no jornal AcheiUSA.

 

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